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Modalisboa Fashion Force Dia 1

Reportagem do primeiro dia da Moda Lisboa Fashion Force 33º.

Mais uma edição da Moda Lisboa/Estoril que encerra aqui o seu ciclo. O evento muda-se de armas e bagagens para Lisboa já a partir de 2010. E será também no próximo ano que poderemos ver nas ruas o que foi apresentado nestes 4 dias na passerelle da Cidadela de Cascais sob o tema “Fashion Force – O Poder da Moda”.

O primeiro dia começou à porta fechada. Mais uma vez a dupla Alves & Gonçalves reservou a apresentação oficial da colecção Primavera/Verão 2010 a convidados, leia-se compradoras exclusivas e imprensa seleccionada. Num desfile intimista, os “Manéis” privilegiaram um estilo jovem e feminino, denunciador das formas de quem os veste.

Mini-saias e vestidos curtos desfilaram em tons suaves: cinzentos-claros, salmão e amarelos de inspiração tropical que, ao ritmo de bossa nova, deram um tom muito “Brasil” ao desfile. Para Ricardo Preto a mulher da próxima Primavera/Verão veste-se em tons de azul claro, cinza, tijolo, amarelo, encarnado e algum bege utilizando chiffons, jerseys e sarja. Inspirado pelo tema Tiger Love, desenhou uma linha minimalista e fluida que representa a força e audácia da mulher.

Num desfile algo preenchido pela assistência em que o ecrã de fundo ilustrou de forma eficaz o conceito, Ricardo Preto jogou com texturas e sobreposições de forma livre.Teresa Martins conseguiu arrancar uma enorme ovação a quem assistiu à estreia na Moda Lisboa/Estoril da TM Collection com a linha SS10 – Spirits Speak. Acabamos por não ter a certeza se os aplausos se deveram à roupa, de inspiração africana, tons terra, quentes, ou à performance criada.

As propostas desfilaram ao som de música e danças tribais, criando um espectáculo de luz e cor bastante interessante. A par do carácter performativo, as sedas, linho e algodão compunham, em conjunto com misturas de tecidos, sobreposições e estampados em tons de terracota, laranja, encarnado, azul cobalto, preto, entre outros.

De referir os pormenores bordados com motivos tradicionais, missangas metalizadas, ráfia e outras utilizações de elementos decorativos tradicionalmente africanos que desenharam toda a linguagem conceptual. O desfile de TM Collection foi responsável pela única presença masculina na passerelle deste primeiro dia.

Um bailarino executou uma performance de dança tradicional africana misturada com cantos tribais. De facto, nenhum dos criadores inaugurais apresentou peças masculinas.GEOgraphic de Filipe Faísca encerrou o dia com a “casa cheia”. Também inspirado por África (tema que pareceu dominar o evento deste ano), utilizou materiais como o cabedal, jersey de seda e viscose, ráfia e crepes em seda. Detalhes de Origami compuseram silhuetas oversized e estruturadas que entravam algumas vezes em contraste com a fluidez, criando uma espécie de dicotomia masculino vs. feminino.

A descrição da colecção fala de uma “fusão e reinterpretação de culturas numa harmonia moderna e contemporânea” onde “cores profundas e marcadas” deixam emergir “a força e o poder de África”. Faísca pareceu não desiludir os habituais apreciadores do estilo algo irreverente a que já nos habituou.



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