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MODALISBOA INSIGHT FW 2019/2020

As tendências para as próximas estação em desfile.

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A ModaLisboa teve este ano um pré-arranque (no dia 7 de Março) nas Carpintarias de São Lázaro. A Workstation funcionou como montra de 4 designers de moda, 3 fotógrafos e 3 ilustradoras. A Workstation englobou assim as propostas dos jovens designers António Castro, Cristina Real, David Ferreira e Filipe Augusto em formato happening. Na área da fotografia foram destacados Maria Martins, Mariana Breia e Rodrigo Caetano Alves e na ilustração puderam ser vistos os trabalhos de Catarina Guedes, Catarina Serra e Perky Mary. Seguidamente deram-se as usuais Fast Talks, conversas moderadas por Joana Barrios.

8 de Março 2019

O primeiro dia de desfiles arrancou com a premissa “Sangue Novo”, uma plataforma que desde há vários anos estreia na ModaLisboa um conjunto de jovens designers promissores.

Como ponto alto do dia, Valentim Quaresma primou mais uma vez pela excelência e trouxe a proposta Outono/Inverno 2019/20 com “The Future is Now”. As preocupações ecológicas chegaram também aos designers, já que são parte integrante de uma das indústrias mais poluentes. Assim, o criador de joalharia valeu-se do conceito de upcycling e utilizou materiais aparentemente obsoletos com intuito de poupar recursos energéticos. A inspiração nas séries de anime manifestou-se na forma como as modelos se apresentavam: com cabelos apanhados e extremamente longos e como se de super-guerreiras se tratassem.

Ricardo Preto apostou numa gama de cores escuras, bege e verde, usando color block em conjuntos clássicos e de tecidos fluídos. A tendência das plumas também começa a ganhar forma. A elegância foi mais uma vez a chave da colecção do designer que apresenta na ModaLisboa desde 2006.


9 de Março 2019

No segundo dia de moda, Lidija Kolovrat homenageou a natureza, com a sua colecção “Nature is Magic”. Como um manifesto, a colecção urge a necessidade de retornar o ser humano à natureza, como único caminho viável.

Partindo de uma silhueta oversized, em conjuntos de 3 peças, o clássico é revisitado nos tecidos de lã e padrões xadrez. A paleta cromática varia entre os verdes, laranjas, azuis e cinzas. Os modelos apresentavam-se com uma maquilhagem que no seu minimalismo era também exacerbada: toda a face pintada de verde. Um verdadeiro statement.

Luis Carvalho surpreendeu, como sempre, apostando nas cores quentes para a estação fria. As silhuetas oversized são tendência e o criador trouxe-nos vestidos que espelham isso mesmo. Inspiradas pelo trabalho do artista digital e de “colage” Matthieu Bourel resultaram formas que se sobrepõem em camadas, com uso de folhos e desenhando linhas mais orgânicas. As matérias-primas alternaram entre as lãs, algodões, seda e cupro. A palete cromática teve como base o laranja, bege, azul-noite, roxo e rosa forte.

10 de Março de 2019

O conceito de desfile foi desconstruído por Nuno Gama, na performance da sua colecção Outono-Inverno, “Mutantes”. Apresentando os modelos numa montra viva, não eram os mesmos que se mexiam, mas sim o público, que podia deambular entre eles. Inspirado pelo vestuário dos anos 30, o designer redesenhou conjuntos de justaposições de 3 peças, onde imperam sobretudos, coletes, camisas e se usa uma grande variedade de lãs. Sem esquecer os acessórios como as bóinas ou os suspensórios. O clássico aliado à necessidade de constante mudança e adaptação da nova sociedade.

Gonçalo Peixoto empregnou a passerelle de florais, liláses e laranjas. Os acolchoados parecem vir para ficar e a tendência sportswear tem sido uma constante. Já Olga Noronha apresentou também uma performance, fugindo ao pensamento tradicional de desfile, algo a que nos tem vindo a habituar. Com 4 manequins e um bailarino, a colecção “Flourish” explorou as ondas magnéticas, tendo as peças sido “criadas” no momento do desfile.

Nycole, nome artístico de Tânia Nicole, que em tempos apresentou na plataforma Sangue Novo, trouxe “Persona”, uma reflexão sobre os tempos de overdose tecnológica que vivemos. Cansadas do desprendimento colectivo, as pessoas voltam a unir-se emocionalmente. Inspirada na música do DJ Rival Consels e pelo futebol enquanto unificador de multidões, recuperou silhuetas oversized e peças unissexo. Um misto entre o universo streetwear, sportswear e do vestuário clássico masculino.

A fechar estiveram Aleksandar Protic e Dino Alves. O primeiro arriscou fazer algo diferente daquilo a que nos tem habituado, descontruíndo o clássico e dando especial ênfase ao berrante amarelo. O segundo trouxe “Reacção”, cujo final culminou num protesto pela diferença. O infant terrible da moda portuguesa superou-se novamente a si mesmo e mostrou que o nosso estilo próprio pode ser a nossa melhor arma.

A fechar estiveram Aleksandar Protic e Dino Alves. O primeiro arriscou fazer algo diferente daquilo a que nos tem habituado, descontruíndo o clássico e dando especial ênfase ao berrante amarelo. O segundo trouxe “Reacção”, cujo final culminou num protesto pela diferença. O infant terrible da moda portuguesa superou-se novamente a si mesmo e mostrou que o nosso estilo próprio pode ser a nossa melhor arma.

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