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ModaLisboa KISS #2

O segundo dia da edição KISS da Moda Lisboa contou com a apresentação das propostas para o próximo inverno de Olga Noronha, Pedro Pedro, Carlos Gil, Miguel Vieira, entre outros.

Olga Noronha – da plataforma LAB – apresentou a sua proposta na Praça do Município e envolveu toda a sua audiência na harmonia do profundo oceano. Tendo como mote a dicotomia delicadeza-violência característica dos peixes Beta, a coleção apresenta esculturas usáveis inspiradas nas barbatanas e recifes de coral, tornando cada coordenado numa simulação de “peixe-humano”. A junção de materiais como madrepérola, folha de ouro, corais e cristais com as cores que remetem para a beleza natural do oceano, transformam cada coordenado num palco de equilíbrio perfeito entre a harmonia do oceano e as cores impactantes dos seus corais.

Ricardo Andrez apostou na conjugação de padrões, peças oversize e tecidos alcochoados em cores como o preto, branco, cinzento, várias tonalidades de azul e rosa, constituem a coleção FW 16/17 – Stereo. O criador inspirou-se nas ondas e vibrações das cores em diferentes intensidades que transferiram a audiência para uma conexão entre a realidade e concreta e a virtual.

Rose Palhares – da plataforma LAB – estreou-se na Moda Lisboa com a coleção “Kiss from Rose” repleta de rendas e transparências inspiradas em lingerie. Os vermelhos, dourados, azuis, rosas e champanhe preencheram coordenados de silhuetas de cortes justos, longos e curtos, que transpareceram a sedução e elegância da figura feminina. Predominaram ainda as duplas alças e os trabalhados geométricos acompanhados de golas de pelo.

Christophe Sauvat fez referência aos países nórdicos atribuindo as cores branco frio neve, castanho e verde que contrastadas com o preto tornam a coleção versátil e elegante, mas citadina. A pensar nas mulheres que gostam de viajar e experienciar novas culturas, Christophe Sauvat, encheu a passerelle de coordenados com materiais desde o algodão à lã e acessórios étnicos. Não esquecendo a face cosmopolita da mulher, introduziu padrões geométricos que ganham forma em peças de seda e tons pérola.

Pedro Pedro apresentou a coleção L’etrangère que ganha corpo em peças que se destacam pela assimetria, sobreposição, silhuetas pouco marcadas e comprimentos excessivos, dando lugar à influência de vestuário masculino, que se traduz predominantemente nos sobretudos e blusões. Os tons da coleção são sóbrios e incluem os caquis, verdes, bege e camel.

As peças volumosas fazem jus à reflexão de Alexandra Moura que deu origem à coleção. Uma reflexão sobre o género, o impacto do feminino no masculino e do masculino no feminino que deu origem a coordenados com detalhes de tempos antigos, mas mergulhados na contemporaneidade. As peças unem características femininas e masculinas num só ser, com materiais pesados que simbolizam a imagem de um cobertor que protege de uma “falsa identidade”.

A mulher eclética sem preconceito é o foco central da coleção apresentada por Carlos Gil. Repletos de cores distintas, desde os tons mais neutros às cores mais arrojadas e ainda os tons metalizados, os coordenados incluem diferentes materiais como o pelo, a renda, tecidos cintilantes e com padrões. Uma sofisticação que conjuga o nerd, o clássico e o vintage, acompanhada de silhuetas contemporâneas e românticas.

Miguel Vieira encerrou o segundo dia da Moda Lisboa com uma coleção de coordenados femininos e masculinos, focada na cor e no simbolismo que esta tem vindo a ter na busca humana pela verdadeira liberdade. Atravessando quase todo o espectro de cor, as peças transparecem um novo universo de emoções e sentimentos. Nos coordenados femininos encontram-se linhas informais e estruturadas, assim como linhas volumosas que não diluem a feminilidade. Nos coordenados masculinos, o criador optou por cortes direitos e fatos de estrutura marcada.

 

Fotografia de Graziela Costa



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