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MODALISBOA LUZ | DIA 2

“Porque a luz quando nasce, nasce para todos.” – foi a frase que antecedeu todos os desfiles desta edição da ModaLisboa.

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20171007_modalisboa_day_two_025 20171007_modalisboa_day_two_035O segundo dia de ModaLisboa teve início com a coleção SS18 de IMAUVE – Birds of Paradise – inspirada em “On the Milky Road” do cineasta Emir Kusturica que nos leva até à Bósnia Rural. A presença de pássaros coloridos em algumas das peças da coleção traduz a procura pela plenitude da natureza humana e a par com as com as cores verde azeitona, amarelo torrado e azul transporta-nos para a essência do natural e do orgânico.

O segundo desfile do dia, tal como o primeiro, teve lugar no jardim do Pavilhão Carlos Lopes e foi o pano de fundo para a apresentação da proposta de Carolina Machado, que se estreou na plataforma LAB. Sob o título “Rise”, a coleção foi inspirada na obra cinematográfica Laurence Para Sempre (2013), de Xavier Dolan. Numa paleta de cores que destacou o lilás, o azul petróleo e o dourado iridescente, a par dos clássicos preto e branco, os coordenados mostraram influências no tailoring masculino ­em interação com peças mais femininas em silhuetas para todos os gostos, desde fluida a estrutura, de cropped a longa.

A última apresentação pertencente à plataforma LAB foi a de AWAYTOMARS, que tal como a da edição anterior abandonou o modelo tradicional de desfile. Os modelos encontravam-se sob bancos brancos que formavam um círculo em volta do lago do jardim para que a imprensa e os convidados pudessem circular entre eles e ver de perto as peças. 718 foi o nome dado à coleção que uniu AWAYTOMARS ao fotógrafo Gleeson Paulino na missão de espelhar a diversidade e criatividade dos 718 designers de 85 países que fizeram parte do processo de cocriação das 70 peças apresentadas.

Depois de muitos atrasos – ModaLisboa sem atrasos não é ModaLisboa, certo? – assistimos a um dos mais esperados desfiles, claro que estamos a falar de Nuno Gama. E, como sempre, surpreendeu. Para além de manequins, também artistas circenses e, até, um músico de guitarra portuguesa marcaram presença na passerelle, na qual Nuno Gama apresentou a sua proposta intitulada “O Globalista”. Num alerta para o aquecimento global e numa ode a Lisboa, aos seus azulejos e à sua luz, os manequins desfilaram pintados de branco e exibindo as várias peças da coleção que se concentraram nas cores azul e branco, com bordados, dobragens e pregas em materiais leves e refrescantes.

 

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Aleksandar Protic apresentou a sua proposta para a Primavera/Verão que partiu das esculturas de série “Pelagos” de Barbara Hepworth com coordenados em seda, lã e algodão nos quais predominaram os tons de dourado, mostarda, azeitona, nougat e bronze.

A passerelle levou-nos até Cuba na apresentação da proposta de Cía Marítima para a Primavera/Verão 18, que num ambiente tropical e animado nos fez percorrer a pérola do Caribe. Uma coleção repleta de cor e de diferentes padrões alusivos ao tema que se materializa em peças chave como bodies, vestidos mídis e o tão badalado modelo ombro a ombro. Os bikinis não ficaram esquecidos e podemos garantir-vos que assim que os virem a vossa wishlist não vai parar de crescer.

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Um navio japonês que, em 1988, encalhou junto à costa de Vila Nova de Gaia, foi o mote para a proposta do designer Ricardo Andrez, que desenvolveu casacos, vestidos e sapatos que trouxeram o verde iridescente de volta e nos levaram até ao fundo do mar e nos transportaram, de certa forma, para o fantástico.

Ao estilo a que já nos tem vindo a habituar, Christophe Sauvat inundou a passerelle de longos vestidos, muitos padrões florais e desenhos abstratos pictóricos, não deixando de fora a tendência das transparências que esteve presente em muitas das peças. Os tão icónicos cestos de piquenique foram reinventados e renasceram com detalhes de diferentes padrões étnicos para acompanhar os coordenados.

O dia terminou com Silêncio, nome dado à coleção de Dino Alves, que apresentou um desfile ao som de pássaros com o objetivo de elevar o pensamento. Uma visita aos anos 80, com ombros exagerados e ombreiras, godés, evasés e riscas, em tons de vermelho, rosa pálido, amarelo, verde água e laranja e silhuetas tanto esguias como fluidas. O desfile terminou com três modelos com uma caixa preta na cabeça e cobertas por um pano preto, que se revelou, ironicamente, o momento mais outside the box do desfile.

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