Moda Lx – 1¼ dia

ModaLisboa Transfusion – Dia 1

Let the games begin!

Em primeiro lugar tenho uma confissão a fazer: esta foi a minha estreia na ModaLisboa, e como tal não sabia muito bem ao que ia.

Na minha cabeça a ModaLisboa seria por excelência um sítio para ver, e ser(-se) visto; um misto de feira das vaidades, com cocktails, brindes, festas e (claro está) as apresentações das propostas dos principais criadores portugueses para a Primavera/Verão 2012. E na verdade as minhas expectativas não saíram “furadas”. É de facto electrizante a agitação que se vive entre um desfile e outro, o compasso de espera para a próxima apresentação, toda a azáfama dos bastidores, o “corre-corre” da distribuição dos lugares e a expectativa que se cria segundos antes da música começar. Sem esquecer, claro está, de todos os outros motivos (externos) aos desfiles e que ajudam a compor o ambiente: os diferentes estilos e formas de vestir do público presente são também um espectáculo por si só, uma mostra paralela de tendências, se assim o quisermos chamar.

Muitas foram as figuras públicas que fizeram questão de não perder o primeiro dia da Moda Lisboa, e ver as colecções de Alexandra Moura, Pedro Pedro, Maria Gambina e Alves/Gonçalves.

Para Alexandra Moura a inspiração para a colecção foi o livro “Animalário Universal- Fabuloso Almanaque da Fauna Mundial”, uma compilação de ilustrações dos mais variados animais, que permite a criação das mais insólitas criaturas. Esta ideia de compilação e montagem insólita foi transmitida com a conjugação de ideias, referências e conceitos estéticos de várias épocas e movimentos históricos, resultando numa desconstrução organizadamente desorganizada. Vemos como cores dominantes o verde, o rosa, o nude, o preto e o laranja, em materiais tão distintos como a lã fria, a seda, o jersey, o vinil e o algodão.

Pedro Pedro tem como principal referência na sua colecção o sportswear clássico dos anos 1950, com uma predominância de motivos heráldicos medievais como cavalos e brasões, que surgem em estampados e bordados. Cortes depurados e minimalistas, para um look casual e confortável, de silhuetas soltas. As cores neutras como o branco, o cinza e o bege dominam a paleta cromática, que é apenas quebrada por apontamentos gráficos em verde ácido e navy.

“Hard Candy”, o álbum de Ned Doheny de 1976, foi a principal fonte de inspiração para Maria Gambina. Uma mulher feminina, delicada e descontraída é a sugestão da criadora para o Verão de 2012. Descontracção é também a palavra de ordem na colecção masculina. Um visual clean onde assimetrias localizadas, plissados e todo um jogo de padrões de imagens gráficas ilustram esta colecção. Branco, camel, verde-garrafa e preto são as cores dominantes na colecção, dando lugar à surpresa do rosa fluorescente, presente nos mais variados apontamentos.

A fechar este primeiro dia, a dupla Alves/Gonçalves apresentou uma colecção bastante feminina e ladylike. Com cetins, crepes de seda, plexiglass e transparências, tudo em cores vibrantes aliadas a tons nude. Apesar de um toque retro, uma colecção bastante contemporânea onde os rosas, os cremes e os caramelos dominam a colecção.

Até Domingo há mais, e a Rua de Baixo estará por lá.

Fotografia de Joana Sousa



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