Moda Lx 2011 – 4¼ dia

ModaLisboa | Transfusion – Dia 4

It must come to an end.

E assim chegamos ao último dia de ModaLisboa. O último dia conseguiu atrair ainda mais público ao Pátio da Galé, apesar de uma enchente gradual do recinto que se encontrava bastante morno, aquando da apresentação das primeiras colecções do dia.

A apresentar as tendências para a Primavera/Verão do próximo ano, Daniel Dinis e Marques’Almeida, no espaço Lab e Katty Xiomara, Miguel Vieira, Aleksandar Protic, Nuno Gama, Ricardo Dourado e Dino Alves, no espaço principal.

A borboleta e a sua simbologia foram para Katty Xiomara o ponto de partida para a sua colecção. Silhuetas delicadas, peças leves e ligeiras, recortes visuais e texturas nervuradas, em tons quentes e torrados, realçado pelo preto. Uma fada contemporânea e feminina, como refere a designer.

Tendo Capri como inspiração, Miguel Vieira apresentou uma colecção onde luxo, sofisticação e riqueza são as palavras-chave. A inspiração no lifestyle da riviera italiana, com as suas falésias, marinas, iates e festas reflecte-se tanto na colecção masculina como feminina, lembrando por vezes criações de designers italianos como Dolce & Gabanna ou Roberto Cavalli. Preto e branco, verde garrafa e vermelho terra, rosa, lima e violeta são os principais tons, pontuados ocasionalmente por detalhes em dourado e padrões animais. Materiais nobres como seda, cetim e jacquards reforçam o carácter requintado da colecção.

Aleksandar Protic teve como inspiração o filme de culto de 1982, “Blade Runner” de Ridley Scott. Assente numa paleta cromática composta por três tons (preto, branco e vermelho), revela uma mulher simultaneamente dura e feminina. Silhuetas andrógenas, com toques underground.

Na sua colecção para o Verão de 2012, Nuno Gama aposta numa continuação das mesmas linhas orientadoras da estação passada. Um homem boémio, impecavelmente vestido em alfaiataria, revelando uma certa nostalgia do passado. Numa primeira parte o desfile foi dominado por fatos de três peças, tanto em versão calça como calção, pólos, coletes e camisas em tons neutros, apenas quebrado pelo azul intenso da ganga e o vermelho sangue, presente em gravatas e forros. Numa segunda parte, uma variedade de sungas com motivos gráficos e em tons pastel.

Partindo da obra de Jenny Holzer, “Protect Me From What I Want”, Ricardo Dourado apresenta uma colecção com fortes influências da moda de rua da década de 90, num ambiente onde violência e atitude são palavras de ordem. Influências do universo dos gangs de rua, numa paleta composta maioritariamente pelo preto, o falso branco e o cinza, apenas quebrado por apontamentos de cor flúor dos ténis Nike.

A encerrar esta edição da ModaLisboa Dino Alves, e uma colecção com carácter mais contido do que aquele a que nos tem habituado. Misturando tons fortes como o rosa, o amarelo, o verde-água e o azul bebé com tons neutros como o cinza, o castanho, o preto e o branco, numa associação a diversos estilos e épocas da moda. Rendas, bordados e transparências surgem de maneira sobredoseada, reinventando-se.



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