Modalisboa Trust | Dia 3 (10.03.2013)

Modalisboa Trust | Dia 3 (10.03.2013)

Último dia de desfiles

Marques’Almeida

A dupla que anda a encantar além-fronteiras apostou no movimento grunge que sobreviveu aos anos 90 para a sua nova colecção; o início da década de 2000 e Skunk Anansie foram as suas grandes inspirações. A colecção é maioritariamente composta por peças de ganga, intercaladas com tecidos metalizados e estolas de pêlo em azul ou branco. Jeans absurdamente longos, bombers em pêlo de pónei tingido e conjuntos, também em pêlo de pónei, em padrão preto e branco foram as grandes peças do desfile.

V!TOR

Na sala de desfiles, mesmo antes de V!TOR começar, podem-se ver dois grandes camarões feitos de balões. A primeira modelo surge de patins em linha e máscara de gato e, passados alguns conjuntos, vemos um top de padrão curioso… a cara do grumpy cat?! Se há quem conheça e entenda a cultura pop é V!TOR. Grumpy cat would definitely not approve.

O criador foi inspirado pelo misticismo e existência divina. Há, sem sombra de dúvida, uma ligação às divindades egípcias, traduzidas em ilustrações de um gato Deus (mas os cães também aparecem!). A colecção faz-se de malhas e jerseys, muitas peças de riscas largas horizontais – tudo a preto e branco – calças e saias em azul e salmão com folds interessantes na parte da frente, e várias camisolas e vestidos de padrões divertidos.

Dino Alves

Dino Alves gosta de criar performances inesquecíveis. Baseando-se na história contada pelas atitudes, opiniões e estilo de cada um, um grupo de crianças tomou o seu lugar no centro da sala de desfiles, de caderno em punho, prontas a assistir à lição. A colecção foi marcadamente inspirada nos movimentos das folhas de um livro; pregas e machos, a sobreposição de painéis de tecido e o uso de prints de tipografia tornam essa inspiração palpável. As silhuetas femininas assentavam como uma luva às modelos, acentuando todas as suas curvas. Já os homens contaram com sweaters de ombros arredondados com a sobreposição de vários tecidos. Uma colecção lindíssima, em tons de preto, branco, areia, caramelo, azul, alfazema, beringela forte e cereja.

White Tent

No último dia da ModaLisboa, e com mais de uma hora de atraso na programação, White Tent conseguiu dar uma dose de energia extra a uma sala cheia. Numa colecção em tons de azul, vermelho tinto e cinzento – a destacar o padrão camuflado em diferentes tons de cinza – vimos calças skinny com largos bolsos baixos, camisas e vestidos em Jersey fluído e outras peças justas de corte também irrepreensível. As saias de pregas arredondadas marcaram pela originalidade, numa colecção descontraída e bem disposta, mas sem nunca descurar os cortes perfeitos.

Miguel Vieira 

Miguel Vieira trouxe-nos elegância a preto e branco – e paillettes. A primeira modelo surgiu com um longo vestido em prata líquida – que mais tarde se percebeu ser composto por finas filas de lantejoulas. De seguida desfilaram vestidos leves a preto e branco, alternados com peças adornadas como a primeira e sobretudos quentes de clean cut. Também se viram saias pencil em pele de cobra, e sapatos sempre de sola azul – lembrando o da Tiffany’s. Quanto aos modelos masculinos, entre calças brancas e pretas e um sobretudo de corte mais desportivo, houve blazers de vários feitios e padrões, incluindo pinstripes e polka dots.

Filipe Faísca

Muito se pode dizer sobre Faísca, mas nunca que é previsível. A sua nova colecção, “Burro”, apresentou casacos e vestidos oversized em burel, com cocoon sleeves e algumas formas literalmente redondas. Em contraste pudemos ver vestidos e camisas em seda e peças em pêlo. O calçado, botas thigh-high num tecido justo e fino, e os acessórios, gorros felpudos e óculos de ski. As cores utilizadas pareciam muitas vezes indescritíveis, mas foi curioso ver apresentado o tom “cor de burro quando foge” no press release. Outros tons que marcaram presença foram o preto, verde ácido, mesclas e beringela (contanto com um tartan beringela esplêndido em burel). As modelos seguiram um percurso preparado para maximizar a atenção do público, e no momento do agradecimento “desmaiaram”, esperando pela mão de Faísca para as levantar uma a uma. Não, não podemos dizer que é previsível.

Fotografia por Graziela Costa



Também poderás gostar


Pin It on Pinterest

Share This