MODALISBOA – THE TIMERS | DIA 2

MODALISBOA – THE TIMERS | DIA 2

Olga Noronha, Ricardo Andrez, Valentim Quaresma, Miguel Vieira, Ricardo Preto e Alexandra Moura foram alguns dos “The Timers” que conquistaram a cidade no segundo dia desta edição da Moda Lisboa.

A designer Nair Xavier inaugurou a majestosa sala dos Paços do Concelho com ERMO, uma coleção masculina que reflete a aridez dos desertos africanos como berço do mundo e inicio da consciência humana. A estilista leva o público num safari que ilustra o contraste entre a expressividade do passado e do presente. A força das civilizações perdidas do Antigo Egipto trazem consigo peças úteis e práticas em tons neutros que se unem a padrões geométricos e tons fortes como o burgundy, o azul e o cinza.

Nair Xavier - ModaLisboa The Timers

HAIR|LUCINATION foi o tema escolhido por Olga Noronha, uma experiência artística que mostra que mais do que roupa a moda é também arte. As modelos pousavam como estátuas vivas, umas autênticas ninfas que surgem numa “quase-alucinação” capilar. Como metáfora para a perda de cabelo, a estilista criou personagens cobertas de cabelo sintético nas mais variadas cores e trabalhados de forma fascinante em parceria com a Reebok e o IPO de Lisboa – ao qual será entregue a totalidade dos lucros do calçado da coleção vendido.

Olga Noronha - Modalisboa The Timers

«A transparência é uma condição. É um anfitrião para a cor. Uma camada invisível que torna visível a sua transparência.», afirma Ricardo Andrez quando questionado sobre as suas propostas para a Primavera-verão 2016. IN-BETWEEN é o título da coleção que pretende convencer-nos de que devemos ser transparentes para nós próprios e não para os outros. Os casacos e aplicações em materiais transparentes conduzem o olhar do espectador para o amarelo, o lilás, o cinzento, o branco e os metalizados do resto da coleção. É a desconstrução do fato de macaco e a libertação da camisa-de-forças – peça explorada pelo estilista –, através de peças oversized, sobreposições de tecidos e ombros descaídos.

Christophe Sauvat surge novamente com prints ecléticos e tribais numa coleção que sai diretamente das passerelles para a mulher moderna e viajada, que tanto pode adormecer em Nova Iorque como acordar numa ilha grega. A coleção destaca-se não só pelas cores de verão, mas também pelo uso predominante do algodão, do gauze e da pele com aplicações em missangas minuciosamente trabalhadas.

Habitat foi o tema da coleção de Valentim Quaresma que desperta o nosso imaginário através da clonagem de um ecossistema artificial inspirado na arquitetura animal. Grinaldas vermelhas e colares turquesa destacam-se numa coleção maioritariamente escura. Com recurso a resina, latão, alumínio anodizado, neoprene, rubis e esmeraldas o designer estabelece uma linha ténue entre o que é um acessório e o que é o vestuário.

Valentim Quaresma - Modalisboa The Timers

SAYMYNAME surpreende a audiência com Reincarnation of Gender Throught Art, uma coleção funcional e imprevisível que se adapta a qualquer tipo de mulher. Preto, branco, azul índigo, azul metálico, coral e mostarda unem-se ao nylon, tweed de algodão com estampado metálico, napa estampada e mousseline estampada para criar peças surpreendentemente originais.

Miguel Vieira recorre aos quadros de MONDRIEN como base para a sua coleção. A arte abstrata surge em branco e preto desta vez não em telas mas nas silhuetas minimalistas e com um toque clássico de Miguel Vieira. Cinturas demarcadas e tecidos entrançados manualmente formam fatos completos que pretendem revelar a essência de quem os veste.

Miguel Vieira- ModaLisboa The Timers

Ricardo Preto, apresenta silhuetas de corte rigoroso e geométrico com uma extensão e uma profundidade tridimensional. Quiet Riot foi o tema da coleção que se divide entre os azuis, o amarelo, o verde, o preto e o bordeaux.

Alexandra Moura - Modalisboa The Timers

«E rosas viu el-Rei não sendo o tempo delas». Alexandra Moura encerrou o segundo dia com o Milagre das Rosas, uma coleção que atravessou séculos para nos conquistar. A coleção é transportada de um mundo cruel para o futuro com silhuetas que através dos tons vermelhos, rosa, preto e azul contam uma história de força e amor.

 

 

Fotografia de Graziela Costa



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