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Monster Hunter Generations | Análise

A época de caça começou!

A fórmula Monster Hunter será sempre assente na simplicidade com que os seus jogos são construídos. Com o objectivo principal de caçar monstros, numa mistura entre Pokémon e Dark Souls, os jogadores sabem sempre que à sua espera estarão confrontos de proporções épicas, com um sistema de combate inteligente e um espírito único que só os títulos Monster Hunter são capazes de proporcionar. Monster Hunter Generations não é excepção…

De certa forma semelhante, em termos de jogabilidade, ao lançamento anterior – Monster Hunter 4: Ultimate – os jogadores mais experientes vão encontrar alguns pormenores que tornam a experiência de jogo mais refinada. Com o regresso de vários monstros de versões anteriores, há também muitos novos para conhecer. Tudo isto, enquanto que todos aqueles que se iniciam agora na saga irão, provavelmente, encontrar em Monster Hunter Generations o melhor título onde poderão começar a desfrutar da experiência de jogo que a Capcom tem vindo a entregar ao mundo dos videojogos há já alguns anos.

A Capcom divulgou a nova experiência que os jogadores vão encontrar em Monster Hunter Generations como a mais personalizável de sempre na saga. Isto deve-se, sobretudo, ao sistema de escolha entre quatro estilos diferentes disponíveis para o nosso “caçador”: Guild, Striker, Aerial e Adept. Com Guild, o jogador habituado aos títulos anteriores sentir-se-á em casa, já que a jogabilidade não tem grandes alterações; com Striker os ataques são simplificados de uma forma superficial e é-nos permitido recorrer às Hunter Arts – basicamente, três ataques especiais pré-definidos; Aerial permite ao jogador usufruir de mais poder nos ataques aéreos e em todos aqueles que envolvam montar o monstro que estamos a caçar; finalmente, Adept permite que os jogadores mais hardcore explorem as capacidades que já adquiriram nos títulos anteriores de Monster Hunter, como evitar ataques no último segundo e contra-atacar com a máxima força. Ainda disponível está a hipótese de jogarmos como um Prowler, um dos fiéis companheiros felinos que habitualmente acompanham o jogador nas caçadas. Com eles, a jogabilidade é mais simplificada, com menos importância atribuída ao esquivar de ataques, assim como à manutenção do equipamento da personagem e dos recursos energéticos, como a comida. A história principal é diferente se jogarmos com um Prowler, num tom mais de comédia mas que, apesar de tudo, fica algo aquém da campanha original.

A partir das quatro aldeias que existem em Monster Hunter Generations podemos iniciar as nossas caçadas. À nossa espera estarão várias missões com objectivos diferentes. Umas são mais simples e envolvem o caçar de um determinado número de monstros específicos, mas outras há em que temos de apanhar um certo tipo de ingrediente ou, nas mais divertidas de todas, derrotar um determinado boss. Existe sempre um cronómetro que nos obriga a terminar aquilo a que nos propomos, quando partimos da aldeia, numa determinada duração de tempo. As missões principais e secundárias são às centenas, por isso conteúdo não faltará para os jogadores se divertirem. No final de cada secção, em cada uma das quatro aldeias, existe um boss final com uma quantidade enorme de pontos de vida e um grau de dificuldade elevado.

À nossa disposição, antes de cada caçada, estão catorze diferentes tipos de armas que podemos escolher. Monster Hunter Generations é precisamente o jogo da série com o maior número de armas disponíveis e não podíamos estar mais contentes por isso. Variar a forma como jogamos, mediante a fera que vamos enfrentar, é peça chave para o sucesso em Monster Hunter. Algo que se torna sempre mais fácil quanto mais opções tivermos ao nosso alcance e, nesse aspecto, Generations é exímio. A sua profunda jogabilidade, à qual a série sempre nos habituou, continua presente e parece, com este novo lançamento, ainda mais acessível aos novos jogadores. A estratégia de cada confronto, porém, terá sempre de ser estudada de antemão, caso contrário a morte é mais que certa.

E não há nada como a sensação de uma caçada bem sucedida em Monster Hunter. Sem sinais claros como uma barra de energia que nos permitam perceber, num instante, o quão próximos estamos da vitória, há que manter a atenção redobrada para todos os indicadores que vão surgindo no ecrã da portátil da Nintendo. Um monstro prestes a conhecer a perdição começará a perder rapidez na mobilidade de uma forma clara. Um caçador atento é um caçador bem sucedido!

Monster Hunter Generations é mais um excelente título para a 3DS, incontornável para todos aqueles que têm acompanhado a saga nas diferentes plataformas. Da mesma forma, todos aqueles que nunca experimentaram, vão encontrar em Generations o título ideal para abordar a saga Monster Hunter e as caçadas épicas que a caracterizam. Que se inicie a caçada!



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