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Monster Hunter Stories | Análise

A época de caça acabou de abrir…

Rapidamente, depois de começarmos Monster Hunter Stories, apercebemo-nos de que este é um jogo bem diferente dos restantes títulos a que a série nos tem habituado. Isto, sobretudo ao nível visual, agora com um aspecto mais anime/cartoon que foge ao tom tradicional mais sério e com cores menos vivas. Esta é uma alteração que a principio é difícil de assimilar, mas passados poucos minutos, pelo excelente trabalho de animação das personagens e monstros, habituamo-nos a elas e começamos a deixar-nos levar por esta história nova e por todas as cores que enchem os ecrãs da nossa Nintendo 3DS. Aliás, este é muito provavelmente o jogo que leva a consola portátil da Nintendo aos seus limites de capacidade gráfica, pela quantidade de detalhes que que vão ganhando destaque durante a sua jogabilidade. Um jogo que admito, gostaria de já poder ter jogado na Nintendo Switch lá de casa, mas que funciona sem mácula na 3DS.

As animações em vídeo que surgem nos momentos importantes da história permanecem com o voice acting em japonês, com legendas em inglês, e é algo que é de enaltecer já que, cada vez mais, os fãs clamam pelos trabalhos originais de voz, na língua em que os jogos são produzidos. E também estes momentos em cinematic estão concretizados na perfeição. Por sua vez, a história não é genial, muito simples até, mas também nunca foi por isso que os fãs sempre adoraram a série Monster Hunter. Na sua raiz, está a história de três amigos que vivem numa aldeia que é atacada por um monstro (que não vou revelar qual é para não estragar o momento). No meio da confusão, um pequeno dragão que eclodiu de um ovo que estes amigos apanharam, acaba por salvar o momento.

Nos outros jogos da série, numa vertente mais hardcore, os jogadores têm de caçar os monstros, em momentos que duram por vezes entre meia hora a uma hora, recolher itens e usar os meios que o jogo lhes oferece da melhor forma. Normalmente tarefas que exigem algum esforço e dedicação dos jogadores e, acima de tudo, muita atenção aos detalhes para conseguir ter sucesso. Monster Hunter Stories é definitivamente diferente, com uma forte influência de jogos como Pokémon ou Yo Kai Watch, já que podemos apanhar ovos, de onde eclodem novos monstros. Estes acabam por integrar a nossa equipa e podemos utilizá-los durante as batalhas, cada um com as suas diferentes capacidades que influenciam directamente a forma como jogamos Monster Hunter Stories. Estes monstros podem ainda ser utilizados enquanto montadas, e também aqui se notam as diferentes capacidades de cada um deles. Por exemplo, aqueles que conseguem saltar serão de extrema utilidade para explorar os mapas. Este sistema, em que cada monstro tem a sua especificidade, acaba por incentivar os jogadores a explorarem as valências de cada um deles ao invés de tentarem passar o jogo na sua totalidade apenas com um monstro. Apanhar novos monstros significará sempre mais hipóteses de adicionar novas habilidades à nossa equipa.

Os mapas, por sua vez, são de uma dimensão bastante considerável para esta consola e existem sempre bastantes coisas para fazer, com zonas para explorar, monstros para batalhar, zonas recônditas para descobrir e novos ovos para apanhar. Com uma componente mais de RPG por turnos, ao invés do habitual RPG de acção, também os itens habituais conhecem novas utilizações em Monster Hunter Stories. Exemplo disso é a whetstone que habitualmente na série serve para afiar as armas mas que em Monster Hunter Stories nos ajuda a desferir ataques com maior probabilidade de executar um ataque crítico. Pequenos pormenores que, apesar de jogarmos um jogo claramente diferente da restante série, nos ajudam a sentir em casa.

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Quanto ao sistema de batalha, como já mencionei, acontece por turnos e neles vamos lutar lado a lado com o monstro da nossa equipa que escolhermos. Toda a jogabilidade acontece com base numa mecânica de probabilidades, semelhante ao jogo de pedra-papel-tesoura. Existem assim três tipos diferentes de ataques: power, speed e technique. Cada um deles é mais forte em relação a outro e mais fraca em relação a outro tipo. Este sistema acaba por obrigar os jogadores a estarem atentos às tendências de ataque de cada monstro e a saber contra-atacar na devida maneira. Em alguns momentos, com base na empatia que ganhamos com o nosso monstro, conseguimos executar ataques em parelha com eles. E digo-vos, as animações destes ataques estão brutalmente bem executadas. A jogabilidade do sistema de batalha, apesar de até se basear em várias fórmulas tradicionais, funciona muito bem e até parece nova quanto baste para aquilo que tem sido a base dos jogos mais recentes do género.

Os veteranos da série vão estranhar o aspecto diferente de Monster Hunter Stories mas, assim que tudo começa a carburar, rapidamente se vão sentir em casa. Tudo está muito bem conseguido no departamento técnico, desde a jogabilidade, ao aspecto gráfico e até o voice acting. Esta pode também ser uma excelente porta de entrada, com o seu aspecto mais cartoon, para os jogadores mais novos que possam ainda não conhecer a série. Não vão dar o tempo por perdido com este excelente título que enriquecerá a vossa biblioteca de jogos da Nintendo 3DS.



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