“Morte nas Trevas” | Pedro Garcia Rosado

“Morte nas Trevas” | Pedro Garcia Rosado

Não há duas (mortes) sem três

Está difícil para Gabriel Ponte dar uso à sua reforma semi-compulsiva. Em “Morte nas trevas” (Topseller, 2014), o terceiro livro da série que tem no ex-inspector da PJ o seu principal protagonista, Gabriel irá aceitar o seu primeiro trabalho como detective particular, que consiste em encontrar duas mulheres romenas desaparecidas em Portugal. Porém, aquilo que no início parece sinónimo de dinheiro fácil, rapidamente se transformará num caso de sobrevivência – sobretudo mental – para Gabriel Ponte.

Movido por um insanável conflito, “Morte nas trevas” promove um encontro sanguinário entre dois clãs, ambos remontando aos tempos da Securitate, a polícia política do ditador Ceausescu. Algures no coração das Caldas da Rainha, sede do império de um aparentemente respeitável homem de negócios – e sede do cabecilha de um dos clãs -, escondem-se alguns segredos carregados de morbidez, que farão com que Gabriel Ponte revisite alguns dos seus medos mais profundos.

Mesmo que alguns furos abaixo em relação ao anterior “Morte na Arena”, Pedro Garcia Rosado constrói mais um thriller hábil, que conta aqui com a participação muito especial de Ulianov, o ex-KGB e coronel das forças especiais russas, e também do inspector Joel Franco, ambos personagens que habitaram outros livros do autor português. E que, promete Rosado, irão regressar. O que só lhes ficará bem.



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