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3ª Mostra de Cinema de Hong Kong

Não sabemos se ainda vai chegar o melhor jogador chinês da actualidade,  mas o facto é que durante quatro dias Lisboa acolheu o que de melhor se fez no cinema de Hong Kong, em 2009 e 2010.

A 3ª mostra de cinema de Hong Kong teve lugar em Lisboa, no Cinema City Alvalade, de 11 a 15 de Janeiro. Tratou-se de uma parceria entre a Zero em Comportamento e o Hong Kong Economic and Trade Office de Bruxelas.

Foram apresentados sete filmes, tendo a mostra começado com “All About Love” (de Ann Hui), um filme polémico por nos apresentar uma perspectiva sobre a homossexualidade feminina e a constituição de família. Sendo Hong Kong uma cidade de índole tradicional e conservadora, este filme surge como um olhar diferente e diferencial sobre a família.

“Break up Club” (de Barbara Wang) conta-nos a estória de um jovem que, tendo acabado um relacionamento, se conecta a um site que lhe «promete» a restauração do namoro perdido. Para isso, terá que fazer com que um namoro saudável e feliz termine: o do seu melhor amigo. Flora volta para ele. Flora volta a deixá-lo.

“The Drunkard” (de Freddie Wong) remonta a uma Hong Kong dos anos 60 e à vida de um escritor que vive das histórias populares de artes marciais e ficção, consolando-se no álcool e nas mulheres.

“Echoes of the rainbow” é um filme autobiográfico, de Alex Law, no qual o realizador reconstrói as memórias de infância. Uma espécie de Alice no País das Maravilhas onde o desmaravilhamento acaba por acontecer.

“Crossing Henessy”: um sorriso, uma cárie. O amor.

Loy e Oi-Lin encontram-se porque os pais de ambos entendem que está na hora de os juntar. Para casar, pois. E Loy e Oi-Lin estão ambos distantes desse cenário, cada um com um amor por resolver, enfiado numa gaveta que teima em não se fechar. O filme de Ivy Ho mostra-nos como é que é possível a paixão por um sorriso que ostenta uma cárie, por alguém que fala com o pai (já morto) e com ele faz jogging. A paixão que, a princípio, não cabe nas suas vidas, cheias de outros e de sentimentos confusos. “É assim tão difícil amar?” – alguém pergunta. É. Loy e Oi-Lin têm que passar pela dor e pelo desnorte até voltarem a encontrar-se. Sem cárie.

“La Comédie Humaine”: sei quem era hoje de manhã

Este filme de Chan Hing-kai e Janet Chun cruza um argumentista tímido e frustrado com um assassino que é abandonado, com amnésia, pelo seu parceiro. Deste encontro improvável, cresce uma amizade que permite ao assassino a reconstrução da sua memória, partindo de cenas de filmes. Soya, o argumentista, é confrontado com alguém por quem foi criando uma amizade e que é, na verdade, um assassino com assuntos por resolver. Ah. E que precisa de ajuda para o efeito.

“Gallants”: kung fu sem panda. E sem memória

Este filme de Derek Kwok faz-nos lembrar o cinema de acção de Hong Kong, no passado. Encontrámos na proposta estética do realizador uma homenagem às estrelas do cinema dos anos 60 e 70. Gallants estreou a 26 de Março de 2011, durante o Hong Kong International Film Festival.

Leung King-cheung é um agente imobiliário que tem como tarefa negociar o contrato de arrendamento de um restaurante de dois antigos mestres de kung-fu; restaurante esse que tinha sido a morada da escola de artes marciais do seu mestre Law San. Em coma, Law San está entregue aos cuidados de Tiger e Dragon. Até ao dia em que recupera e pretende reanimar a escola de artes marciais. Todavia, o coma «roubou-lhe» a memória.

Um filme cheio de golpes de kung-fu e golpadas de humor.



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