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Moullinex Live Band

Com novos temas chegam novas perspectivas. Ao vivo com baixo, guitarra, percussão e synths, claro.

Luís Clara Gomes descreveu-nos há alguns meses como era sair à noite em Munique. Foi uma perspectiva de insider compreendedor visto que, usando o moniker Moullinex, já desenvolvia uma actividade dentro do DJ/live act/produção antes de se mudar para a capital bávara.

Os sintetizadores sempre foram uma presença no seu trabalho enquanto artista, mas nos últimos anos é possível ver que tem adaptado o seu som num equilíbrio de validade artística versus tendências actuais. O french touch, meio saturado, foi amainado pela melodia e pelo Disco. Agora, apesar de ainda saber o que é preciso fazer para deitar uma pista ao ar, aproxima-se o grande desafio: tocar com banda ao vivo. Apresenta-se ao público acompanhado também pelo seu companheiro de inúmeros sets, Bruno Cardoso aka Xinobi depois de inúmeras cabines do Porto ao Lux mensal, passado por Singapura ou Europa quase toda, Austrália e EUA.

Quem ainda não sabe sobre a Discotexas, provavelmente é porque não quer. Tornou-se um assunto sério; não que não tenha sido essa a atitude desde início, mas fugindo à conversa do é a prova de que em Portugal também há qualidade (…ainda é preciso dizer isso?), Luís pertence ao Mundo e tem as provas se for necessário mostrar, são anti-cépticos.

A RDB tem um pequeno preview da primeira actuação, com um excerto de first track love; em breve teremos a versão final, mas não resistimos em mostrar e logo agora em Janeiro, para ganhar balanço… fica aqui o enquadramento nas palavras de Moullinex.

O que gostarias de destacar do ano de 2009 em termos de produção e DJ sets?

Como ouvi alguém recentemente dizer, 2009 foi o ano em que tudo o que não era Crookers se auto-intitulou um “disco-act”. De uma forma geral o impulso criativo foi original em 2009. Gostaria de salientar a consolidação de In Flagranti, Todd Terje, Pilooski como pedras basilares dos edits, o trabalho (sempre) vanguardista da DFA, editoras muito activas como a Permanent Vacation, Tirk, Full Pupp, Mindless Boogie, Eskimo, entre outras.

Tenho notado uma mudança nas tuas produções, que tipo de som tens procurado?

A mudança foi natural: deixei de sentir alguma necessidade de fazer coisas tão uptempo como antes… acho que era sobretudo insegurança do tipo “será que isto funcionará na pista?”. A facilidade de testar os temas frequentemente ao vivo ajudou a facilitar essa liberdade. Depois, tudo o que ouvia me soava comprimido demais e preferi começar a deixar as músicas respirar. Julgo que neste momento estou à procura de um som que proporcione uma experiência visual por sugestão. Mas procuro não pensar demasiado nisso.

Está preste a ser lançado o EP da D.I.S.C.O.Texas em vinil. Queres adiantar alguma coisa sobre este?

Contém 3 temas (um meu, de Xinobi e de Rockets) que já deviam ter saído há muito tempo. Tivemos a sorte de obter até bastantes propostas de os lançar separadamente noutras editoras, mas a vontade de assinar sob o mesmo selo é maior.

O que tens preparado para a Gomma e como surgiu essa oportunidade?

Estou a preparar um álbum, e já cheguei a perto de 15 faixas prontas, mas preferi aproveitar 3-4 melhores e fazer um EP. Sairá nos próximos meses, com remixes de amigos à mistura.

Como foi a primeira experiência ao vivo?

Adorei. Confesso que fazer as coisas ao contrário (ir de DJ sets para espectáculo como banda, e não vice-versa) cansa mais, mas é muito, mas muito mais gratificante. As músicas que ensaiaste são o material que tens e por mais versátil que sejas no arranjo e na ordem, não podes ir buscar “floor-fillers” à mala como num DJ set.

O que te fez optar por este formato?

Achei que seria a forma mais “honesta” de apresentar este novo material. Muito deste foi gravado ao vivo e fazia todo o sentido ser tocado ao vivo também.

Quem são os seus elementos e o que tocam?

Luis Calçada no baixo, Bruno Cardoso na guitarra, Hermann Bauerecker nas percussões e flauta transversal, e eu nos synths, maquinaria e mistura ao vivo de todos os outros elementos.

Qual vai ser a frequência das actuações?

Uma vez pronto o EP, gostaríamos de promovê-lo ao vivo o mais possível.

O que tens delineado para 2010?

O álbum, se não me atrasar. Vídeos para os temas. Algumas colaborações, produção de outros artistas para a Discotexas, mais DJ sets.

Um L ou dois Ls?

Dois L’s. Mais vale prevenir que remediar.



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