Museu do Design

Última Chamada: 31 de Agosto!

O Museu do Design, instalado no Centro de Exposições do Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, encerra definitivamente as suas portas no próximo dia 31 de Agosto.

O CCB alberga, desde Maio de 2002, parte do espólio particular de peças de mobiliário e pequenos objectos utilitários, que constitui o Museu do Design, do coleccionador Francisco Capelo. Trata-se de uma selecção de cerca de 300 peças de autor (cadeiras, bancos, mesas, relógios, estantes, armários, candeeiros, jarros, jarras, serviços de cozinha, electrodomésticos) que, simultaneamente, retractam a evolução do design entre os anos 30 e 90 e contam a história política, económica  e social do século XX.

Com o encerramento do Museu do Design está previsto que, no final de 2007, o Palácio de Santa Catarina, junto ao Miradouro do Adamastor, em Lisboa, acolha um novo museu municipal que, desta feita, será o do Design e da Moda. Após as obras de remodelação, da responsabilidade dos arquitectos Alberto Caetano e Manuel Reis, este espaço central da capital irá receber as cerca de 900 peças de design que integram o espólio pessoal de Francisco Capelo. Para além do mobiliário e objectos de uso doméstico, o coleccionador português é detentor de uma vasta colecção de moda, que ali será exposta ao público pela primeira vez, e onde estão representados os principais designers e costureiros do século XX.

Vale a pena aproveitar o mês de Agosto para visitar o Museu do Design no CCB e descobrir uma nova forma de visitar a história mundial do século XX. A colecção de Francisco Capelo está exposta numa perspectiva histórica explicando e justificando as opções estéticas, formais e materiais usadas pelos designers ao longo do século passado.

Ainda que num espaço exíguo demais para a grandeza da mostra, esta é uma oportunidade única, em Portugal, para ver peças de designers e arquitectos de renome como Phillipe Starck, Charles&Ray Eames, Joe Colombo, Fernando e Humberto Campana, Ron Arad, Ross Lovegrove, entre muitos outros. Um espaço onde se encontram igualmente os portugueses Tomás Taveira e Pedro Silva Dias.

Surpreenda-se ao dar de caras com o “Bar Sur Patins”, um objecto de luxo de origem francesa próprio dos tempos de guerra dos anos 30 e 40; uma televisão Sony de fabrico japonês que alia o bom design e a tecnologia da década de 50; os anos 60 dão as boas-vindas à deslumbrante Pop Art e o design produz objectos coloridos e apelativos aos jovens consumidores como “Sacco”, a que hoje chamamos de Puff; os anos 70 trazem a responsabilidade social para o design e Frank O. Gehry utiliza materiais reciclados na sua cadeira Wiggle; a prosperidade dos anos 80 confere aos objectos de design o estatuto de obras de arte e o fim de uma única corrente de design; nos anos 90 regressa a consciência ecológica e caminha-se para a multifuncionalidade de cada objecto de design.

Com a saída do Museu do Design, o Centro de Exposições do CCB irá acolher a Fundação de Arte Moderna e Contemporânea.



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