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Neighbors II

Vizinhos cool

“Neighbors” é realmente um mau exemplo! De estilo de vida, não de comédia à americana. As personagens são politicamente incorrectas e se existissem na vida real, Mac e Kelly, veriam a pequena Stella ser-lhes retirada pela protecção de menores. Ainda assim temos aqui um excelente exemplo de casal enquanto equipa, tentando aligeirar e partilhar os problemas quotidianos.

O casal Radner (interpretado por Rose Byrne e Seth Rogen), embora casado, com hipoteca para pagar e uma filha bebé para criar, pensa que ainda é cool e jovem o suficiente para levar na boa a nova vizinhança, uma república universitária! É esta a directriz do primeiro filme, onde também participam Zac Efron e Ike Barinholtz. Num cenário muito perto de uma guerra civil caseira, uns vizinhos lutam por paz e sossego, outros por noites longas de farra sem interrupções.

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A história teve tudo para dar certo e fazer rir milhares de pessoas. Tudo menos girl power. Embora Kelly seja um bom exemplo de mama bear, falta-lhe o hedonismo de uma miúda rebelde com 18 anos. É aqui que entra Chloë Moretz, no papel de Shelby, nesta sequela que estreou dia 12. Focado principalmente na cena feminista, muito falada nos dias que correm, “Neighbors II” não deixa de ser uma paródia a este conceito de igualdade de género. A mensagem é passada com humor e ironia, mas sem desrespeitar a causa que Shelby e as amigas defendem. São avessas ao método de sedução dos rapazes machistas, à objectificacão da figura feminina e à discrepância das regras entre fraternidades masculinas e femininas. Lutam portanto por criar o seu próprio universo onde materializam as suas vontades sem opressão externa. Até que, também elas, entram em guerra com os Radner.

A partir daí vemo-las perdidas e a tomarem decisões completamente opostas aos seus ideais feministas. No meio de gargalhadas e puro non sense recebemos a mensagem. Os nossos valores nunca podem ser esquecidos e é importante não sucumbir às vontades viciadas da sociedade, mesmo que esse seja o caminho mais fácil. A aceitação faz parte desta lição de moral e tal está a descoberto quando as heroínas aceitam a entrada na fraternidade de miúdas que são exactamente o reflexo daquilo que elas não querem ser.

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Gostei particularmente da abordagem natural da história para com  Shelby e Teddy, pois não se forçou uma relação amorosa entre os dois nem se caiu no erro de tentar construir outros casais para o típico final feliz. Esse fecho ficou a cargo das personagens de Rogen  e Byrne com a sua nova morada nos subúrbios sossegados da cidade. Sossegados… até quando?



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