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Nicole Kidman | Rainha de Hollywood

Quase sempre no papel principal, contou-nos histórias em lágrimas, gargalhadas e super poderes.

Com um dos percursos mais invejáveis, Nicole Kidman, prestes a completar 49 anos, é uma lenda. Fez parte do núcleo de actores de diversos géneros cinematográficos, conquistou corações e durante anos a fio foi a namoradinha da América. 

Um dos seus mais recentes trabalhos, “Rainha do Deserto”, do realizador Werner Herzog, estreará dia 9 de Junho em Portugal e é uma crónica da vida de Gertrude Bell. Interpretando uma mulher real do século XIX que foi escritora, viajante, arqueóloga, política e expia, Kidman prova que nasceu para ser protagonista. Não é a primeira vez que dá vida a uma personagem histórica. Em “As Horas”, de 2002, com uma caracterização exímia, foi a escritora Virginia Woolf e levou para casa o Óscar de Melhor Actriz. Mais recentemente, em 2014, foi Grace Kelly, um dos ícones mais fortes da indústria hollywoodesca, que se tornou Rainha do Mónaco.

Dos seus filmes memoráveis destacamos “Moulin Rouge” (2002), que permanecerá no imaginário colectivo para sempre. As fortes histórias de amor deixam sempre marcas e nesta obra de Baz Luhrmann é-nos mostrada uma paixão intensa ao ritmo de canções da nossa vida e muita dança. Nicole brilhava enquanto actriz, cantora e bailarina e repetia a façanha em “Nine” (2009), ao lado de outras lendas in the making, como Marion Cotilard ou Penélope Cruz. Devido à sombra que as outras artistas lhe poderiam causar, este filme faz-me pensar na questão da insegurança com a própria imagem, provada pelas inúmeras plásticas que lhe foram alterando os traços do rosto. Muitas foram as vezes em que a porta da sua vida pessoal foi arrombada para assistirmos aos seus infortúnios e fragilidades e mesmo assim Nicole ergueu-se como uma Rainha. A ficção mistura-se com a realidade e, em “Mulheres Perfeitas” (2009), a actriz tem de encarar uma personagem que sofre de uma pressão social massacrante para ser perfeita e cumprir os rígidos cânones de uma comunidade frívola e superficial.

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Nicole Kidman em As Horas

Do seu currículo fazem parte ainda romances com contornos épicos como “Australia” (2008) e “Cold Mountain” (2003) ou thrillers e dramas densos como “Antes de Adormecer” (2014), “Rabbit Hole” (2010), “A Intérprete” (2005), “Dogville” (2003), “Os Outros” (2001) ou “De Olhos Bem Fechados” (1999). Como escrevi acima, a australiana também nos fez rir em “Paddington” (2014), “Margot e o Casamento” (2007), “Casei Com Uma Feiticeira” (2005) e “Magia e Sedução” (1998).

Chamada para fazer parte do elenco do novo filme sobre a Wonder Woman, Nicole Kidman vence nas escolhas de casting dos realizadores, deixando para trás actrizes bem mais novas e que trariam frescura ao ecrã. Ela própria foi-se tornando um ícone do Cinema, um nome relevante e incontornável que poderá muito bem, no futuro,  ser alvo de um filme biográfico.



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