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Nintendo 3DS XL

Primeiro estranha-se depois entranha-se

O mercado de consolas portáteis tem sofrido profundas alterações nos últimos anos, principalmente devido ao boom dos smartphones que se tornaram verdadeiros computadores, com um poder gráfico bastante considerável.

Neste mercado os dois principais players optaram por caminhos diferentes. A Sony com o lançamento da PS Vita apela aos gamers convictos, que não abdicam de uma performance de topo. Para além da performance, a Sony aposta no eco-sistema Playstation e nas potencialidades que uma consola portátil apresenta com um segundo ecrã na experiência de home gaming.

A Nintendo tem uma outra abordagem. A grande aposta é na família e na interacção entre os jogadores e os dispositivos. Esta experiência já acontece com a Wii e vai ser enriquecida com a Wii U no segmento home gaming e no mercado portátil a Nintendo 3DS tem sido um caso de sucesso um pouco por todo o mundo. Na realidade, todas grande marcas ligadas ao mercado de videojogos estão a apostar no “segundo ecrã”. A Nintendo já o tem há bastante tempo na 3DS que recentemente ganhou mais uns centimetros e o sufixo XL.

Se é verdade que os jogos não têm o mesmo apelo gráfico que outros sistemas potenciam, não deixa de ser verdade que a experiência de jogo, a simplicidade, a interacção e a jogabilidade (e o pormenor do 3D) permitem que qualquer um lá em casa pegue na Nintendo 3DS XL e rapidamente esteja a jogar.

Tivemos oportunidade de experimentar a versão XL da Nintendo 3DS e deixamos aqui as nossas impressões.

Lançada 18 meses após a original 3DS, a XL apresenta um ecrã de 4,88 polegadas – 90% maior do que na versão anterior – um melhor ângulo de visão 3D e um design que a torna bastante mais confortável de utilizar. A duração da bateria aumenta para 6,5 horas (mais uma hora e meia do que a bateria da Nintendo 3DS) e o peso aumenta apenas 100 gramas. Tendo em consideração que a consola tem como target “miúdos e graudos”, o design robusto da consola é uma vantagem, protegendo a mesma a eventuais quedas.

Existem algumas outras mudanças no layout da consola. O headphone jack foi transportado para o canto inferior esquerdo da unidade, e a slot para cartão SD mudou do lado esquerdo para o direito. Na 3DS original a caneta (stylus) encaixa verticalmente ao lado do cartão do jogo. A stylus na XL não é retráctil e é armazenada horizontalmente no lado direito da consola. Este posicionamento facilita imenso a sua utilização.

Sem dúvida que a principal característica desta nova consola é o ecrã que melhora radicalmente a experiência 3D. O efeito não é mais profundo ou mais fácil de ver – ainda é preciso manter a cabeça e consola alinhadas no ângulo certo – mas com o simples aumento do tamanho a experiência torna-se muito mais envolvente. Uma outra vantagem deste ecrã é o facto de ser significativamente menos reflector do que a 3DS original.

Em relação aos controlos não existe muito para relatar. A única, mas bem-vinda, alteração é na linha de “Select, Home e Start” que se encontram por baixo do ecrã. A membrana “barata” do sistema original foi alterada e os botões, embora discretos, são bastante mais funcionais. Achamos que a XL é bem mais confortável de segurar por longos períodos de tempo e parece que foi desenhada para adultos. A Nintendo optou por não colocar dois controlos analógicos, referindo que a sua colocação iria tornar a consola muito grande. Muito provalmente será disponibilizado um acessório, à semelhança do que aconteceu com a 3DS original.

A 3DS XL possui duas câmaras de 0,3 megapixel  (3D na frente) e o efeito 3D sem óculos é controlado por um controle deslizante 3D, que desta vez é um pouco maior e requer um clique final para activar ou desactivar o efeito. A XL dispõe agora de dois “pontos de bloqueio” do ecrã, o que significa que é possivel ter a consola “totalmente aberta” (perfeito para colocar em cima de uma mesa e usar a stylus) ou “a meio” (ideal para jogar).

Ao contrário da Sony PlayStation Vita, que usa cartões de memória proprietários e não inclui um “na caixa”, a 3DS XL vem com um cartão SD de 4GB, o dobro do tamanho do cartão incluído com o modelo original. O dobro da capacidade é muito útil até porque a Nintendo vende os seus jogos directamente através de download. O primeiro foi o “New Super Mario Bros 2”, que foi lançado simultaneamente com a XL. O que os consumidores não vão encontrar “na caixa” é o adaptador de corrente, que é o mesmo da 3DS original. Não deixa de ser estranho que um dispositivo electrónico seja vendido sem carregador.

No geral, a Nintendo 3DS XL é um dispositivo muito superior ao seu antecessor. O acabamento confere-lhe um aspecto liso que garante que não se deixam impressões digitais. O seu tamanho também torna a consola mais pesada, o que pode representar um problema de conforto para as crianças, sendo sem dúvida uma mais valia para os adultos. Dito isso, a maioria dos elementos da XL – o ecrã, o tamanho, o efeito 3D, o conforto – unem-se para proporcionar aos jogadores uma experiência que vale o preço de 199,99 euros.

PRÓS

– O design
– O ecrã
– Preço
– Cartão SD de 4GB incluído no “pacote”
– Parceria com ZON (acesso aos hotspots) – Mais info AQUI

CONTRAS

– A não existência de um segundo controlo analógico
– O preço elevado dos jogos
– A não inclusão de um adaptador de corrente no “pacote” da consola



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