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Nintendo Switch | O Estado da arte

Após quase três semanas de jogo intensivo, a Nintendo Switch revelou-se uma excelente consola. Agora chegam os gloriosos Nindies para compor a sua excelente biblioteca de lançamento...

Passaram-se quase três semanas desde o lançamento da Nintendo Switch e desde os tempos bem passados com os amigos, em 1-2 Switch e Snipperclips, às intermináveis horas com The Legend of Zelda: Breath of the Wild, não demos o tempo por perdido.

A consola tornou-se a nossa nova favorita da redacção, não só pelos jogos que para já compõem a sua biblioteca de videojogos e que nos têm preenchido o tempo vago, mas também pelas características que tornam esta numa consola única e sem concorrência sequer semelhante ao nível de um híbrido. Falo não só da excelente capacidade de, em qualquer momento, podermos pegar na consola e levar o nosso jogo connosco, como também do simples facto de podermos jogar com os nossos amigos em qualquer lugar graças aos Joy Con que facilitam a interacção entre dois jogadores sem ser preciso trazer mais comandos do que aqueles que acompanham sempre a Nintendo Switch de lado para lado.

O hardware é bom para aquilo a que se propõe, sendo que o brilho funciona muito bem em zonas onde a iluminação exterior é mais agreste. Para o tamanho da consola, as colunas embutidas têm uma boa capacidade e a transição de consola ligada à televisão para uma consola portátil funciona maravilhosamente, de uma forma muito rápida e sem soluços. O tempo de bateria com The Legend of Zelda:Breath of the Wild não é fenomenal, aproximando-se das 3 horas, mas é o suficiente para levarmos a consola para uma viagem maior e termos tempo de jogo quanto baste até chegarmos ao nosso destino. Com Nindies, como aqueles de que vos falo mais em baixo, a bateria já se aproxima das 5 horas. Aqueles que não ficarem satisfeitos com a duração da bateria podem sempre optar por um powerbank para estender as horas de jogo.

Os Nindies são um dos aspectos que me deixou mais empolgado com a nova consola da Nintendo e esta parece ser a plataforma ideal para jogarmos muitos deles. Com a fornada de lançamento da consola chegaram já os primeiros Nindies da Nintendo eShop à redacção e vamos falar-vos de alguns deles neste artigo:

Vroom in the Night Sky

Começamos pelo título mais fraquinho deste conjunto de Nindies que vos trazemos, Vroom in the Night Sky é um jogo com pouco conteúdo no qual encarnamos uma bruxa montada numa scooter a voar pelo céu. A premissa do jogo é tão aborrecida como parece no papel e nada, durante as poucas e entediantes horas que conseguimos jogar este título, melhorou o impacto inicial que ficou deste jogo. Os níveis são aborrecidos e a jogabilidade obriga-nos a repeti-los várias vezes para conseguirmos desbloquear novas motas. Vroom in the Night Sky foi uma aposta falhada da Nintendo para encher o cardápio de Nindies e é um jogo a evitar… felizmente, estes outros três jogos que se seguem merecem bem a pena.

Othello

Apesar de ser um jogo mais casual, é essa mesma casualidade que o faz resultar de uma boa forma na Nintendo Switch. Othello é um jogo de tabuleiro onde o objectivo é terminar o jogo com mais peças que o adversário, bloqueando o seu acesso a novas peças até que não existam mais jogadas para o fazer. Othello é um excelente jogo por turnos para jogar com os amigos de uma forma descontraída através de multi-jogador no local com os dois Joy Con que já vêm com a Nintendo Switch. O CPU apresenta também um desafio para aqueles que preferem jogar sozinhos contra a consola. A um preço acessível, a beleza de Othello assenta na sua simplicidade e na forma como traz a magia dos jogos de tabuleiro à mais nova consola da Nintendo.

VOEZ

Este é um excelente jogo de ritmo, construído de uma forma diferente daquilo a que estamos habituados noutros títulos do género como Guitar Hero, por exemplo. Com a sua jogabilidade assente no ecrã táctil da Nintendo Switch (o primeiro jogo a utilizar essa componente da nova consola da Nintendo), para acompanhar as músicas o jogador terá de tocar, arrastar, deslizar ou ficar a carregar no ecrã no momento específico em que o jogo lhe pede. Assim à primeira vista, até nem parece nada de especial mas a verdade é que a enorme selecção de músicas dentro do Techno e Trance (com algum Pop pelo meio), aliada à jogabilidade que se sente diferente, tornam VOEZ num título que merece o espaço na memória da tua Nintendo Switch.

Shovel Knight: Specter of Torment

Com Specter Knight regressa a adorada jogabilidade 8-bit de plataformas que convenceu inúmeros jogadores por esse mundo fora. Contudo, jogar com Specter Knight é completamente diferente do que o que acontecia com Shovel Knight, da mesma forma que esta é uma campanha completamente nova, com níveis redesenhados e a banda sonora, Ó a banda sonora, a regressar em força com temas que ficam no ouvido e nos fazem vibrar. Esta é só uma expansão e caso ainda não tenham tido a oportunidade de experimentar o jogo original, não posso deixar de recomendar que optem pelo pacote completo de Shovel Knight que inclui todas as três campanhas adicionais lançadas em DLC. Já para aqueles que já possuem o jogo original e lhes apetece jogar a expansão na Nintendo Switch, saibam que Specter of Torment não vos deixará desiludidos com a sua acção frenética de plataformas no bom estilo 8-bit que caracteriza a série.

Como devem calcular, “diversão” foi a palavra de ordem aquando do lançamento da Nintendo Switch e, de facto, só mesmo a Nintendo para transformar o simples (?) acto de ordenhar vacas num verdadeiro torneio sem tréguas em nossas casas. Mas a empresa nipónica não dá mostras de querer ficar por aí. Há ainda muito para ver e o leque de futuros lançamentos indica-nos que o melhor está ainda para vir. A Switch é sem dúvida a nova favorita da redacção e isto tanto pelos jogos que já compõem a sua biblioteca mas também pelas características que fazem dela uma consola sem rival, pelo que mal podemos esperar para explorar ao máximo as suas capacidades!



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