NOS Alive! 2016 | A Antevisão

NOS Alive! 2016 | A Antevisão

Ninguém diria que, volvidos 10 anos, o Alive! estaria onde está

Falemos de música. Falemos de canções. Falemos de bandas que adoramos. Falemos de bandas que odiamos. Falemos daquela canção que nos arrepia. Falemos daquela canção que nos puxa invariavelmente aquela lágrima marota. Falemos daquela canção que nos tira do sério cada vez que a escutamos. Falemos dos amigos que nos acompanham nos concertos. Falemos daqueles que gostaríamos que estivessem ali connosco. Falemos do NOS Alive!.

Dez… É um número redondo, não acham? Uma dezena de anos. Ninguém diria que, volvidos 10 anos, o Alive! estaria onde está. Adulto, com muita identidade e personalidade e a dar cartas lá fora. Mas a verdade é que se olharmos bem para o cartaz não é difícil compreender a razão desse sucesso.

Quinta-Feira, dia 7 de Julho. No palco NOS há The 1975 com direito a palco principal, para comprovar todo o hype em seu torno. Os escoceses Biffy Clyro vão trazer uma descarga de rock. Robert Plant and the Sensational Space Shifters, trazem ao Passeio Marítimo de Algés alguns covers de Led Zepelin, entre outros nomes. Os Pixies são sempre uma incógnita desejada e ansiada por muitos. Os Chemical Brothers demonstraram, com o novo álbum, que ainda têm força e muito para dar e é isso que vão demonstrar ali.

No palco Heineken há os ingleses Wolf Alice (é favor ir espreitar… sério, confiem). O rock dos portugueses Sean Riley & the Slowriders também marca presença. John Grant está de volta ao nosso País. Se nunca viram o ex-Czar ao vivo façam-no. Se já o viram, então revejam-no. Sim, é assim tão bom. Os belgas Soulwax e o 2ManyDjs, vão fazer, com toda a certeza, aquilo que fazem melhor; pôr o pessoal todo a dançar.

O palco Clubbing coloca qualquer um em sentido: Xinobi (em formato live), os Throes + The Shine, com o seu rockuduro e “Wanga”, acabadinho de lançar, Branko a demonstrar (como se fosse preciso) que há (muita) vida para além dos BSS e os incontornáveis Junior Boys. Bom, não é?

No Raw Coreto by G-Star Raw o pop dos The Poppers, o folk das Golden SlumbersAlex D’Alva Não é um DJ são alguns dos destaques para este dia.

Sexta-feira, dia 8 de Julho. É o dia mais esperado. É o dia do regresso dos Radiohead a Portugal. É o dia em que vamos poder escutar as canções de “A Moon Shaped Pool” ao vivo. E vamos poder escutá-las com toda a atenção porque enquanto Thom Yorke e companhia estiverem em cima do palco, não haverá mais nada para ouvir. Mas no palco NOS antes dos cabeças de cartaz vamos poder escutar o pop electrónico dos Years & Years, o rock energético de uns Foals que há alguns anos deram um dos melhores concertos do festival ou os Tame Impala de Kevin Parker, a apresentar a sua sonoridade reinventada em “Currents”, editado ainda em 2015.

O palco Heineken… ai o palco Heineken… Por onde começar? Vamos ter os deliciosamente desconcertantes Jagwar Ma e o rock de Courtney Barnett (nem se atrevam a não assistir ao concerto desta senhora!) em representação da Austrália. O hip hop de Carlão também vai marcar presença. Father John Misty irá assegurar a oração do dia e, quiçá, do festival (chamemos-lhe um palpite!). Os Hot Chip vão, com toda a certeza do mundo, colocar toda a gente a dançar e os Two Door Cinema Club vão mostrar porque têm tantos admiradores por cá. Barriga cheia e ainda há mais dois palcos para falar…

No palco NOS Clubing as sonoridades vão andar em torno do hip hop (NBC, Sir Scratch, & Bob da Rage Sense, Mundo Segundo & Sam the Kid), do funk (Da Chick) e com uns salpicos de funaná, disco e afro-beat, cortesia de Rocky Marsiano & Meu Kamba Sound.

Finalmente mas não menos importante no Raw Coreto by G-Star Raw vamos poder escutar a energia dos Youthless, contemplar o folk dos The Loafing Heroes, a electrónica emocional dos Elotee e o rock’n’roll dos Lotus Fever.

Sábado 9 de Julho. Há AgirVetusta Morla em representação da Península Ibérica no Palco NOS. Há Band of Horses, que não consigo deixar de pensar que estão no palco errado, a apresentar o novíssimo “Why Are You OK”. Os M83 ou Antony González a relembrar que mesmo que “Junk” seja um tiro ao lado há “Saturdays=Youth” e “Hurry Up, We’re Dreaming” repletos de canções enormes para partilhar connosco. Há Arcade Fire o que, por si só, quase justificaria a deslocação ao Passeio Marítimo de Algés.

O Palco Heineken vai ser pequeno para tanto talento. Os Calexico estão de volta (estou com um sorriso na cara enquanto escrevo isto!). Os Ratatat vão dar música aos resistentes. Os PAUS vão, naturalmente, partir a loiça toda. Four Tet vai estender a manta de retalhos de hip-hop, electrónica, techno, jazz, grime ou folkJosé González vai encher os nossos corações numa altura em que o momento mágico do lusco-fusco se aproxima. E há Grimes. Finalmente! Vai ser a estreia de Claire Boucher no nosso País e tem tudo mas mesmo tudo para ser de arromba.

No Palco NOS Clubing a palavra de ordem é para mexer o corpo e abanar o capacete com os Boys Noize, Hana (que têm estado a assegurar as primeiras partes de Grimes), Mirror People (do X-Wife, Rui Maia), com a bela voz de Isaura ou os Leirienses Whales, vencedores da última edição do Festival Termómetro.

No Raw Coreto by G-Star Raw os ingleses Kero Kero Bonito, influenciados pelo J-Pop, dancehall e música de videojogos merecem uma espreitadela, o Jibóia vai-nos levar por sonoridades de outras paragens, os Galgo vão mostrar que são uma banda a seguir com atenção e os Gandambiente (Quim Albergaria e Hélio Morais) vão girar alguns discos.

Chega?



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