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NOS Alive! 2018 | Antevisão – Dia 1

À 12ª edição edição o NOS Alive! teima em querer afirmar-se como o mais adulto dos grandes festivais que acontecem por cá. Adulto pela forma como ao longo destes anos todos soube amadurecer e crescer de formas únicas originais. Adulto pela forma como, mesmo estando a entrar na adolescência, sabe escolher os nomes que integram o cartaz mantendo um ecletismo invejável (ter Nine Inch Nails e Juana Molina no mesmo cartaz é prova disso mesmo).

Como sempre vamos ser “forçados” a fazer escolhas e concessões e por isso o que se segue é mais um exercício nesses termos. Vamos começar pelo início, dia 12 de Julho.

É Quinta. Muitos trabalham. Eu trabalho. Tu trabalhas. Ele trabalha. Mas para quem conseguir estar no Passeio Marítimo de Algés pelas 17h40, será crime não estar pelo Palco Sagres para ver a argentina Juana Molina. Haverá muito para escutar mas “Halo” estará com certeza no centro das atenções. Canções daquelas que vão até ao osso. Imperdível. Mesmo. A sério. Bryan Ferry é um nome intemporal. Atravessou gerações e vai mostrá-lo no Palco NOS num concerto que visitará com certeza não só os seus álbuns a solo mas também os dos Roxy Music. De seguida à que seguir em passo acelerado para o extremo oposto do recinto. No Sagres, pelas 20h15, os Wolf Alice, que tão boas recordações deixaram naqueles mesmo local, estão de regresso e com o magnífico “Visions of a Life”, por isso… «Don’t Delete the Kisses», ok? Aqui estamos perante um momento complicado. É que vai ser necessário decidir se queremos ver os Wolf Alice até ao fim ou se queremos ver Nine Inch Nails do início, ou seja às 20h55, no Palco NOS. Ter ambos não vai ser possível e, verdade seja dita, não é todos os dias que temos a hipótese de ver Trent Reznor ao vivo. Assim que Reznor e companhia terminarem, a sugestão passa por, num passo acelerado, chegar ao Sagres e dançar. Dançar. É que os Friendly Fires vão estar a actuar (começam a actuação às 21h40). Aproveitem para comer algo quando o concerto terminar. É este o momento certo, acreditem.

Recuperámos energia. É a altura ideal para visitar o Palco Clubbing para experienciar Paus +  Holly Hood. Será com certeza, uma vivência única. E quando passarem 5 minutos da meia noite, o Alex Turner e o restantes Artic Monkeys (faz sentido esta referências, não faz?) vão demonstrar porque é que o “Tranquility Base Hotel & Casino” está a receber tantos louvores de quadrantes tão distintos. Quando forem 1h35 podemos ter ficado convencidos pelos Artic Mokeys, ou não. Mas há Sampha no Palco Sagres e a nossa presença é imperativa. Os ingleses têm sabido traçar aquilo que é o next step da soul e do R&B. Sampha é a prova viva disso mesmo, mas ide ver pelos vossos olhos. Se não estiverem para aí virados, é verdade que há Orelha Negra no Clubbing, mesmo ali ao lado e a ter início 10 minutos depois. Fica ao vosso critério. Finalmente, para os resistentes, às 3h, no Palco Sagres, vamos poder assistir ao regresso dos Blasted Mechanism. Renascidos, que nem uma Fénix.



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