“Nova História da Imprensa Portuguesa das Origens a 1865” | José Tengarrinha

“Nova História da Imprensa Portuguesa das Origens a 1865” | José Tengarrinha

O papel triunfará

Um pouco por todo o mundo, as bolas de cristal vão traçando um destino comum à imprensa escrita: o seu desaparecimento. Em Portugal, alguns jornais e revistas escreveram já o seu ponto final, e cada vez mais a preocupação vai para a dinamização de subscrições on-line, reduzindo custos e mantendo fiéis os leitores, sejam eles muitos ou poucos.

Ao mesmo tempo que a imprensa vai fazendo contas à vida, chega às livrarias a “Nova História da Imprensa Portuguesa das Origens a 1865” (Temas e Debates, 2013), de José Tengarrinha, que está, porém, longe de ser lido como um requiem pelo papel.

O livro acompanha a história das publicações periódicas em Portugal, desde os primeiros papéis informativos surgidos no século XVI, traçando a evolução da Imprensa no longo percurso de formação do jornalismo moderno que, por cá, tem como marco fundamental a sua fase de industrialização, iniciada em 1865 com o lançamento do primeiro número do Diário de Notícias.

Para lá da história dos jornais, olhamos também a imprensa inserida na vida política, cultural e económica do país, recebendo merecido destaque o seu papel na democratização cultural e, também, no papel de mediadora entre o Estado e a sociedade.

Façamos fé nas previsões nostradamusianas que, entre o CD e o vinyl, declaravam (erradamente) a vida eterna ao CD. Tal como essas rodelas negras, que se tornaram parte da vida dos bons melómanos, o papel triunfará.



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