“O Apelo da Floresta” | Erin Hunter

“O Apelo da Floresta” | Erin Hunter

Se tem um gato, feche bem as portas e as janelas lá de casa

Tudo começa com um sonho. O gato laranja Ferrugem, enroscado na sua cama fofa e quente, tem um sonho sombrio em que algo misterioso se esconde na floresta. Felizmente, acorda e volta à sua vida de “tareco”. Felizmente? Não. Ferrugem, o herói do primeiro volume da série Gatos Guerreiros, intitulado “O Apelo da Floresta” (Planeta, 2013), de Erin Hunter, está cansado da sua vida entediante e da comida insípida que os seus donos – os Duas Pernas – lhe deixam em abundância antes de ir trabalhar.

Um dia, Ferrugem decide ir explorar os bosques perto de casa, apesar dos conselhos do seu amigo Mancha, um jovem gato preto e branco, que o alerta para o perigo de encontrar um dos enormes gatos selvagens que comem coelhos vivos ao pequeno-almoço. É então que conhece o gato Pata Cinzenta e, aqui, começa uma aventura que muda para sempre a sua vida.

Como aprendiz de guerreiro do Clã do Trovão, um dos quatro clãs de gatos selvagens da floresta, passa a chamar-se Pata de Fogo e tem que aprender a viver num mundo completamente novo, com uma hierarquia, regras e tradições próprias. Corajoso, defensor dos mais fracos e excelente lutador, depressa se torna um herói, admirado por uns mas odiado por outros. O treino é duro, sendo obrigado a expor-se ao frio e chuva para caçar para o clã e, no meio de provações e desconfiança dos membros, que o vêem apenas como um “tareco dos Duas Pernas” – e até da traição -, descobre a verdadeira amizade com os seus companheiros inseparáveis de aventuras: Pata Cinzenta e Pata de Corvo.

O leitor é conduzido pelos bosques misteriosos com descrições tão claras que consegue visualizar aqueles locais escuros, frios e cheios de ameaças como se lá estivesse. E não é apenas o público jovem a ficar colado aos acontecimentos. Qualquer pessoa que goste de uma aventura com uma dose de suspense irá torcer para que tudo corra bem ao doce Ferrugem/Pata de Fogo e ao seu clã.

Um livro que qualquer adorador de gatos não quererá perder. A boa notícia é que a história não fica por aqui e aguarda-se com alguma ansiedade a publicação dos próximos volumes. E, já agora, se tem um gato, certifique-se que tem as portas e janelas bem fechadas, não vá o seu companheiro alimentar sonhos de aventuras e querer seguir um qualquer grupo de gatos selvagens na luta pelo teu território e pela vida dos seus membros.



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