“O Diário Secreto de Adrian Mole aos 13 Anos e ¾” | Sue Towsend

“O Diário Secreto de Adrian Mole aos 13 Anos e ¾” | Sue Towsend

O livro imortal da adolescência

Quando falamos da eternidade e a transpomos para o mundo literário, há normalmente livros que estão presentes em todas as listas, quer sejam impressas numa revista cor-de-rosa ou num suplemento de arte contemporânea que só se consegue entender na sua plenitude ao se passar os olhos pelas notas de rodapé.

“1984”, “Moby Dick” ou “O Grande Gatsby” são alguns deles mas, se quisermos emprestar algum cunho juvenil, falando de um livro que terá conseguido, de certa forma, congelar o sentimento da adolescência, passando de geração em geração como um imenso tesouro, então falaremos certamente de “O Diário Secreto de Adrian Mole aos 13 Anos e 3/4” (Editorial Presença, 2013), da autoria de Sue Towsend.

Escrito originalmente em 1982, o diário de Adrian Mole desde logo de tornou num símbolo vivo da adolescência, usando e abusando do célebre humor britânico que, foi-se a ver, era afinal universal.

Adrian Mole tem treze anos e habita uma família a tender para o disfuncional, com os pais a viverem uma crise conjugal de todo o tamanho, que conhece o seu apogeu quando a mãe decide sair de casa com um vizinho. A compor o ramalhete familiar há também um estranho cão, que passa o tempo no veterinário espremendo o já parco orçamento familiar até ao tutano e, também, a avó de Mole, uma mulher à antiga que resolve os problemas olhos nos olhos sem olhar a quem.

No seu diário, que percorre cerca de quinze meses, Mole partilha todo o dramatismo e o lado triunfal da adolescência: o terror das borbulhas, o acompanhar quase diário do crescimento da pila, as supeitas de ser um intelectual – da Biblioteca traz livros como “Progresso, Coexistência e Liberdade Intelectual” ou “A Cabana do Pai Tomás” -, as tropelias do voluntariado, os desgostos amorosos, as leituras proibidas – a “Gina” lá do sítio -, o bullying e o mundo das refeições pré-cozinhadas. Três décadas depois, “Adrian Mole…” continua a ser um livro incrível, com a crítica social a fazer-se através dos olhos da comédia e da ironia.



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