O Espelho de Mogli

O Espelho de Mogli

Um livro de culto.

“O Espelho de Mogli”, editado no ano passado pela MMMNNNRRRG, trata-se de uma das peças de BD mais notáveis a chegar ao nosso mercado nos últimos anos. O livro de Olivier Schrauwen, consegue cativar-nos pelo seu conteúdo, pela sua sensibilidade gráfica e até pelo objecto em si (o formato é o de uma espécie de jornal). Estamos a falar de um livro que tem tudo para ser de culto.

A ideia pode ter nascido do livro de Kipling, quando o autor pegou no conceito do menino criado na selva, mas rapidamente seguiu o seu próprio curso e um muito diferente do explorado em o “Livro da Selva”. Em “O Espelho de Mogli” seguimos o protagonista na procura de companhia, um exercício que acaba por se provar infrutífero, porque por mais que a selva seja uma casa para Mogli, este continua a ser um estrangeiro no meio dos seus habitantes. OlivierSchrauwen, sem nunca recorrer ao uso de uma palavra, traz-nos assim uma excelente reflexão sobre a identidade do Homem e a fronteira que se ergue entre ele e o animal.  Uma viagem de reflexos e reflexões, para o Homem que procura conhecer-se melhor. Tudo isto sempre pautado por emoções diversas, pois Schrauwen é um mestre a compôr este trabalho conseguindo colocar-nos a rir de Mogli com a mesma facilidade e à vontade que nos faz sentir a sua dor e desespero.

Em relação a esta edição, difere da original no tamanho – é maior, com 25 x 30 cm – e na cor, previligiando o uso do laranja e azul, numa composição muito terrena, de um livro que, por vezes, tem um sabor bastante onírico.



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