O Filho

O Filho | Análise

A nova peça do Teatro Aberto, que aborda um tema que não podia ser mais actual, a saúde mental!

Depois de “O Pai”, de “A Verdade” e de “A Mentira”, o Teatro Aberto traz à cena “O Filho”, mais uma peça de Florian Zeller, um romancista, dramaturgo, encenador e realizador francês, um dos mais talentosos autores da sua geração.

“O Filho” constitui uma tragédia moderna que aborda o mal estar de um adolescente fruto de uma relação amorosa, que fracassou, entre um casal profissionalmente bem sucedido.

Nicolau (o filho) passa a dividir-se por duas famílias, sendo que a do pai se encontra a passar pela exigente fase dos primeiros meses de vida de um bebé. Nicolau não se sente feliz e essa situação não o afecta só a si, toda a família é implicada. “Qual a melhor atitude a tomar em cada momento?” cada um se questiona a si mesmo.

João Lourenço e Vera San Payo de Lemos procuram dar maior preponderância às personagens femininas presentes neste texto (mãe e madrasta de Nicolau) porque são confrontadas com grandes desafios. Ana teve de lidar com a saída de casa do marido e três anos mais tarde, também com a saída do filho, e Sofia para além da chegada de um bebé que tanto depende dela, também vê chegar, de forma mais próxima à sua vida, um adolescente problemático, também ele necessitado de muita atenção.

“O Filho” centra-se na teia complexa das relações familiares para reflectir sobre os mistérios insondáveis da mente e a dificuldade em crescer e encontrar um sentido para a vida.

Após uma pandemia responsável pelo agudizar e o incrementar dos estados críticos mentais, este “O Filho” vem muito a propósito para uma reflexão sobre a problemática das doenças mentais, cada vez mais frequentes nos dias que correm.

A temática é forte, de qualquer forma a encenação e dramaturgia preocuparam-se em não densificar demasiado, ao ponto de a audiência poder sair algo “deprimida”.

Existe a intenção de complementar este espectáculo com uma série de debates e colóquios sobre o tema, de forma a contribuir para uma reflexão sobre uma das maiores preocupações dos tempos atuais, tal como é desígnio do Teatro Aberto o fomentar de uma maior proximidade com a sociedade em que se insere e contribuir, dentro do que lhe é possível, para a sua melhoria.

Logo quinze dias após a estreia do espectáculo aconteceu o primeiro destes encontros: “Um sentido para a vida”, debate com moderação de Tiago Palma e intervenções de Nazaré Santos (médica psiquiátrica), Nuno Rogeiro (jornalista/comentador) e Dulce Maria Cardoso (escritora). Espera-se que se sigam outros mais, sempre com entrada gratuita, estejam atentos e até lá bons espectáculos!

quartas e quintas às 19h | sextas e sábados às 21h30 | domingos às 16h

VERSÃO João Lourenço | Vera San Payo de Lemos
DRAMATURGIA Vera San Payo de Lemos
ENCENAÇÃO E CENÁRIO João Lourenço
FIGURINOS Lia Freitas
VÍDEO João Lourenço | Nuno Neves
COREOGRAFIA Cifrão
INTERPRETAÇÃO Cleia Almeida | Paulo Oom | Paulo Pires | Pedro Rovisco | Sara Matos | Rui Pedro Silva

CONTACTOS
(+351) 213 880 089
(+351) 931 827 000
bilheteira@teatroaberto.com

PREÇOS
Normal 17,00€
Jovem (até 25 anos) 8,50€
Sénior (mais de 65 anos) 13,60€
Cartão de espectador 11,90€

Grupos (+ de 20 pessoas)
Quartas e Quintas-feiras 11,90€
Sextas, Sábados e Domingos 13,60€



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