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“O Sr. Ibrahim e as Flores do Corão”

Meridional, o ponto cardeal a que apetece voltar sempre

No Teatro Meridional está em cena “O Sr. Ibrahim e as Flores do Corão” com dois intérpretes em palco, o actor Miguel Seabra e o músico Rui Rebelo, de 12 a 30 de Setembro.

A peça da companhia itinerante é apresentada em casa depois de figurar no 29.º Festival Internacional de Teatro de Almada. Um festival que começou na década de 80 com um encontro de grupos amadores no Beco dos Tanoeiros e que hoje, quase três décadas depois, apresenta produções nacionais e de diversos países: França,  Alemanha, Israel, Roménia, Itália, Espanha e Suíça. Neste festival o espectáculo “O Sr. Ibrahim e as Flores do Corão”recebeu o Prémio do Público.

A escolha desta história foi a forma encontrada da Companhia do Teatro Meridional celebrar os seus vinte anos de palco(s). Este espectáculo foi dedicado pelo Miguel Seabra, director artístico do Meridional, ao director do “FITA” Joaquim Benite pela sua capacidade invulgar de dar voz ao Teatro, transformando esta cidade na alma da teatrialidade em Portugal. Num momento em que o palco do mundo faz alarido da crise dos números e esquece-se da importância da palavra e das diversas formas de expressão humana, a cultura e, inevitavelmente, o teatro.

O Meridional é uma companhia que apresentou mais de quarenta espectáculos, e andou pelo mundo, tendo recebido mais de trinta prémios nacionais e internacionais, destacando-se o Prémio Europa Novas Realidades Teatrais, 2010. Do País meridional/a sul partiu para outros pontos cardeais dentro e fora de portas.

Numa das suas fórmulas de encenação artística escolheram a adaptação de um texto maior da dramaturgia mundial. A peça é da autoria de Eric-Emmanuel Schmit.

Neste espectáculo a palavra e a música são as principais formas de comunicação cénica. O palco é partilhado a dois por um único actor, Miguel Seabra, e pelo músico Rui Rebelo. A força e a profundidade de um alia-se à atmosfera intensa musical criada pelo outro. O pensamento de Bertolt Brecht adequa-se a esta escolha de partilhar o palco a dois: “A unidade mínima humana não é um mas sim dois”.

A história passa-se nos míticos anos 60 em Paris mas podia passar-se numa outra década e cidade. Para o encenador/actor Miguel Seabra é uma história que fala da tolerância, da amizade, da sexualidade e da morte. É um manual de viagem pela vida em que é dada importância à simplicidade da amizade enquanto veículo para a felicidade. Um texto sobre a aceitação do outro independentemente da sua circunstância e da importância da simplicidade e dos pequenos gestos na vida.

Uma viagem pela geografia dos sentimentos humanos onde cada um escolhe o seu lado do espelho. Um quase “livro sagrado” da vida humana.

Apetece muito conhecer Momo e o Sr Ibrahim na rua do Açúcar. Num espectáculo para todas as religiões e para os que não a têm.

Sessões

12 a 30 de Setembro

4ª a sábado às 22h00 | domingo às 17h00



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