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O universo Flogger

Um novo movimento Argentino, começa a dar nas vistas um pouco por todo o lado.

Recentemente, um novo movimento social juvenil começou a dar nas vistas na Argentina. O movimento Flogger está estritamente ligado à internet, às marcas, à dança e ao consumo. A internet é um instrumento indispensável para estes seguidores, e usam-na para conhecer pessoas, publicar fotografias ou simplesmente navegar em comunidades virtuais.

Quem é Flogger tem de forçosamente estar inserido no fotolog.com, plataforma virtual que utilizam diariamente para publicar as suas fotos, fazer amigos, divertir-se e ganhar popularidade.

A linguagem virtual que utilizam não foge à regra: ícones, abreviaturas e neologismos estão sempre presentes. Para estes jovens, entre os 13 e os 20, ser Flogger é seguir a moda, porque não estão ligados a algum estado ideológico nem agem seguindo determinados valores, estão simplesmente aliados à estética e à dança.

Os Floggers socializam grande parte do tempo através da internet, comentando os perfis uns dos outros no fotolog. Quantas mais forem as visitas às suas páginas e quantos mais “posts”
acumularem, maior a popularidade que vão adquirindo dentro da comunidade. O gosto por todas as comunidades virtuais, onde se podem colocar fotografias, é explorado até ao limite.

Os seus hábitos passam por reunir-se em casa de amigos, nas principais praças de cada cidade e dançam ao seu próprio estilo, saem à noite, e fazem muito, mas muito shopping chegando a gastar entre 300€ a 600€ por mês em roupa.

Os Floggers têm um gosto musical muito variado que vai desde o Hip-Hop, Punk, passando pelo Reggeaton, Pop e música electrónica. O seu interesse político é nulo, não têm como hábito lerem jornais ou revistas diárias e só em algumas ocasiões assistem ao telejornal. Os catálogos de moda são os seus livros de cabeceira.

A roupa e o cuidado com o cabelo são o mais importante para esta tribo. Geralmente vestem calças de ganga skinny de cor florescente, t-shirts oversized , bandoletes coloridas, lantejoulas, lenços, camisolas aos quadrados, muitas pulseiras e piercings. Gostam de conjugar estilos e usar cores fortes como o rosa, o amarelo, o florescente usando igualmente muito a cor preto. A roupa tem de ser cómoda e sempre original, e o calçado varia entre as marcas Converse, Vans, e Nike Old Cut ou Nike Dunk. O cabelo é impecavelmente cortado de forma assimétrica, pintado milimetricamente, e penteado até ficar perfeito e liso.

A nível monetário, só  alguns adolescentes recorrem a trabalhos temporários, pois a grande maioria obtém dinheiros através dos seus pais. Com a ajuda dos pais ou não, todos concentram os seus gastos em roupas, saídas, acessórios e maquilhagem.

O consumismo é a palavra de ordem dos Floggers, a sua íntima e obsessiva relação com a moda permitiu o aparecimento de marcas a produzir somente roupa flogger, sapatos flogger, acessórios flogger, tudo o que este universo necessita para a sua imagem. Paralelamente outras marcas já existentes, como a Nike, foram criando dentro das suas colecções alguns artigos dedicados exclusivamente a estes jovens.

Os Floggers são uma verdadeira fonte de marketing. Dado o aumento de seguidores, as empresas perceberam que neles está uma oportunidade por explorar. Os mais conhecidos são contratados para simplesmente passear na rua e dar autógrafos, sempre na condição de vestirem roupas e calçado da marca; são chamados a discotecas para dançar; inspiram e participam em campanhas publicitárias. Tudo isto tem como objectivo gerar consumo entre a tribo.

Vítimas da moda e da imagem, a procura incansável pela fama, e o narcisismo constante são o que caracteriza esta nova tribo urbana. O movimento Flogger está em forte expansão e começa a dar nas vistas um pouco por todo o lado.



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Existe 1 comentário

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  1. BONECA

    Achei o tema interessantissimo, porque realmente e infelizmente representa uma grande parte dos jovens de hoje, mesmo na nossa capital.

    O problema é que esta nova geração, nao pode representar o futuro do pais, uma vez que nao dá importancia a questoes politicas, económicas, etc…
    Podem de certa forma ajudar ao desenvolvimento economico de algumas marcas, uma vez que as publicitam, usando as suas roupas ou acessorios, mas, se só pensam na aparência e se esquecem da cultura, do conhecimento, daquilo que necessitamos aprender para viver neste mundo "selvagem", então tornam-se futéis e descontralados, no que toca à gestão do dinheiro para bens essenciais. Relativamente a este tema, eu acho que o que esta malta anda a fazer é a desperdiçar dinheiro…ou o deles ou o dos pais.

    Acho que a forma como as empresas publicitam as suas marcas, escolhendo pessoas para vestirem as respectivas roupas, é uma boa tactica de marketing (nao percebendo muito do assunto), mas la está, isso vai provocar o interesse noutros jovens, que vao querer também usa-las, gerando-se assim, um circulo vicioso, em que, o que um tem o outro quer e quem paga no fim, são os pais.
    Estes ou pagam as roupas ou veem os filhos desmoralizados por nao se sentirem na moda, por se sentirem excluidos na escola, num determinado grupo de amigos, etc. (como é obvio isto pode ser controlado).
    Estou a ser talvez um pouco dramática ou exagerada, mas estas questoes da moda e de dispender dinheiro com tanto acessorio, muitos acabam por nao saber dar valor ao dinheiro. Nao estou a dizer que o dinheiro não é para se gastar, mas deve haver um controlo, e eu estou cansada do que a aparência e o dinheiro, fazem à cabeça das pessoas.

    Desculpem se estou a ferir susceptibilidades, eu também gosto de moda,acreditem…

    MAS NÃO SOU, NEM QUERO SER, UMA VITIMA DA MODA…

    Beijinhos … :) e sorriam sempre…..


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