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“O Urso-Pardo em Portugal” de Paulo Caetano e Miguel Brandão Pimenta

Toda a sustentação científica para lhe conferir veracidade sem no entanto tornar o livro maçudo e entediante

Apesar de ilustradas, a ideia de algumas centenas de páginas dedicadas ao Urso-Pardo em Portugal poderá não parecer particularmente apelativa ao leitor médio. Sobretudo se considerarmos que o mesmo Urso-Pardo se extinguiu em 1843. Mas a verdade é que Paulo Caetano e Miguel Brandão Pimenta contam a história deste animal de forma a que o livro adquire uma multi-dimensionalidade tal, que se viaja tanto pela história do ambiente, dos hábitos, da heráldica e das lendas nacionais como pela dos próprios animais.

Com a leitura de “O Urso-Pardo em Portugal” compreende-se que os Ursos-Pardos se extinguiram no território nacional tanto por culpa da desflorestação a que nem as monoculturas intensivas, nem o progresso civilizacional ou os descobrimos foram alheios, como se aprecia também que tanto havia na idade média quem cultivasse o medo desta espécie como tivesse já uma visão mais integrada e fizesse questão de a proteger.

Através da investigação precisa dos autores, a história do Urso-Pardo no nosso País lê-se, com entrelinhas recheadas da nossa própria história, onde não faltam episódios de terror, salvamentos miraculosos e toda a sustentação científica para lhe conferir veracidade sem no entanto tornar o livro maçudo e entediante.



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