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Objectos, Edifícios e Espaço

Seis galerias. Vinte e dois artistas. Um projecto da Experimentadesign, “em cena” até dia 30 de Janeiro no Palácio Quintela.

Arte, objectos, edifícios e espaço. Como é que estes elementos se relacionam entre si? Como convivem? Como se complementam? Estas são as perguntas. A experimentadesign achou que a resposta poderia ser dada por seis galerias da capital, que por sua vez seleccionaram, de entre os artistas com quem habitualmente trabalham, obras que respondam a estas questões.

Numa espécie de curadoria partilhada entre galerias e EXD, o Palácio Quintela, em Lisboa, recebe desde o passado dia 16 de Dezembro e até ao próximo dia 30, nos seus dois andares e inúmeros recantos, “Display: Objects, Buildings and Space”. Cristina Guerra Contemporary Art, Galeria Filomena Soares, Galeria Graça Brandão, MARZ Galeria, Vera Cortês Art Agency e Baginski, Galeria/Projectos seleccionaram um total de 22 artistas.

O diálogo do design, arquitectura e cultura de projecto, territórios fundadores da experimentadesign, com outras formas de expressão artística fundamenta o trabalho da associação e serve de mote para o ciclo programático que se inaugura com esta exposição. “Display” parte de um desafio temático que é proposto aos mais variados interlocutores culturais, galerias ou outros e que resulta numa série de exposições a realizar de agora em diante.

Na Conferência de Imprensa de apresentação do projecto, não resisti: “Então e da próxima bienal, novidades?”. Prometem-se muitas surpresas, novas parcerias, que a seu tempo serão reveladas. Ficamos assim…

Voltando ao Palácio Quintela. 22 artistas com propostas bastante interessantes. Dado que a exposição trata a relação, precisamente, com o espaço, torna-se fundamental uma percepção no local. As peças posicionam-se nas salas de forma dialogante, enriquecendo cada uma por si e a relação com as restantes.

Apenas um apontamento. Logo à entrada, proposto pela MARZ Galeria, Rui Valério utiliza uma fita magnética de cassete de 120 minutos, para produzir um género diferente de gravação, a do desenho. O artista pega no objecto e, não o deteriorando, desenha um labirinto, uma espécie de grelha, que em conjunto com a luz e os brilhos produz um efeito visual único. Esta obra surge como continuidade do trabalho de Rui Valério na descontextualização de objectos utilizados como suporte de formatos de música, abstraindo-os do seu contexto mais prático.

O resto é André Romão, Helena Almeida, Daniel Blaufuks, John Wood e Paul Harrison, Diogo Pimentão, Gonçalo Sena, Ângela Ferreira, João Galrão, João Penalva, João Seguro, Lawrence Weiner, José Pedro Croft, Nicolás Robbio, Nuno Ramalho e Renato Ferrão, Rui Toscano, Rui Calçada Bastos, Nuno Sousa Vieira, Rui Chafes e Mauro Cerqueira.

Título: “Display: Objects, Buildings and Space” // Local: Palácio Quintela, Lisboa // Horário: Terça a Domingo – 10h – 20H



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