Obra Completa do Padre António Vieira

Obra Completa do Padre António Vieira

Finalmente há fumo branco!

E eis que, em pleno século XXI, vamos finalmente ter direito a conhecer a Obra Completa do Padre António Vieira de uma ponta à outra. O ambicioso projecto tem a assinatura do Círculo de Leitores, e reuniu uma equipa de investigadores portugueses e brasileiros, especialistas em Literatura, Filologia Clássica, Linguística, História, Paleografia, Filosofia, Teologia e Direito, numa pesquisa que incidiu em arquivos de Portugal, Brasil, França, Itália, Espanha, México e Inglaterra – a partir de fontes manuscritas e impressas. No total, falamos de mais de 12 mil páginas, com 3 mil traduzidas do latim. É obra. E das grandes. A direcção pertence a José Eduardo Franco e Pedro Calafate, investigadores da Universidade de Lisboa.

A obra, numa edição anotada e actualizada, inclui cartas, sermões, profecias, política, poesia e teatro e será composta por 30 volumes, organizados em quatro tomos: Epistolografia, Parenética, Profética e Varia. Do total a ser publicado, cerca de um quarto corresponde a obra inédita ou parcialmente inédita.

Seremos guiados aos alvores do império português, às suas contradições e vitalidade. Vieira foi não só um dos grandes oradores de sempre, mas também um defensor de tolerância entre diferenças, da busca do saber e da harmonia entre povos, que nos legou todo um património de pensamento e domínio da palavra – essenciais para a definição do que fomos e do que podemos ainda ser. Fumo branco, finalmente!

Sessões de lançamento

Lisboa | 4 abril | Aula Magna | 18h00
Porto | 5 abril | Casa da Música | 18h30

Obra Completa do Padre António Vieira

Padre António Vieira

Natural de Lisboa, onde nasceu no ano de 1608. Aos 6 anos parte para Jesus da Baía, no Brasil, onde completa a sua formação na Companhia de Jesus. Cedo afirma os seus dotes de oratória tornando-se pregador e o professor. Em 1644 o rei − D. João IV − nomeia-o pregador régio mantendo-o entre os seus conselheiros. Participa então em várias missões diplomáticas pela Europa que lhe darão uma visão cada vez mais abrangente do mundo. Manifesta-se contra a Inquisição, defende uma legislação que proteja a liberdade dos Índios e a integração nos Judeus na sociedade portuguesa, o que lhe grangeia inimigos entre os sectores mais conservadores. Em 1663 cai nas malhas do Tribunal do Santo Ofício a que escapa apenas por indulto real. Parte para Roma onde permanecerá até ao ano de 1675. Apesar do indulto real e da imunidade que lhe foi atribuída pelo próprio Papa, não se sente bem-vindo no regresso a Lisboa, voltando a partir para o Brasil já com 73 anos de idade. Ali se dedica às suas missões do Brasil ao Maranhão iniciando a escrita daquela que chamava a sua obra magna – “A Chave dos Profetas”. Morre em 1697.



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