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OFFF & Rui Vieira

Entre 7 e 9 de Maio, o ambiente industrial da Fundição de Oeiras vai receber alguns dos nomes mais importantes da cultura pós-digital mundial. Não sabem o que é a OFFF? Rui Vieira explica!

Get off. Break off. Change Off. Cool Off.

Falha com graça no Offf Festival. Este é o desafio que a edição de 2009 propõe. Desta vez, Oeiras vai ser, entre 7 e 9 de Maio, o íman das mentes criativas, que se vão deslocar dos seus habitats naturais e rumar até este “jardim à beira mar plantado”, para o único festival de cultura pós-digital (é assim que se define) do planeta Terra.

Esquece o mundo tal como o conheces. Durante três dias não existem preconceitos, limites, estereótipos ou banalidades – turn all that ****  off – e deixa-te falhar neste festival que une, numa só linguagem, o que de melhor se faz na era after Internet.

Arte, em todas as vertentes cuja génese assenta na estética, ou numa plataforma, digital: webdesign, design gráfico, interactivo, motion graphics e talentos musicais electrónicos vão estar emoldurados em conferências, workshops, espaços dirigido à interacção e ao sangue novo, live performances, um mercado, zona chill out e em outros exercícios, que, de tão originais, ainda nem detêm uma identificação.

A RDB orgulha-se de afirmar que já pisou o palanque (ainda empoeirado) onde toda esta acção se vai desenrolar. O ambiente cru, industrial e desconstruído do armazém K7, na Fundição de Oeiras, contrasta directamente com o conceito colourful da festividade, e é, por isso mesmo, perfeito. O pé direito e os metros quadrados são a perder de vista: espaço suficiente para receber os mais de 60 digital artists como Joshua Davis, U.V.A., Universal Everything, Neubau Berlin, Stefan Sagmeister, Alva Noto, Kangding Ray, Pixel, Pomassi, Nibo and Senking, bem como uma audiência (que se promete extensa), proveniente de vários pontos do globo.

O fluxo de criatividade será distribuído por três áreas distintas, neste open space de Oeiras: o Roots, onde os artistas pós-digitais mais influentes oferecem, gratuitamente, a todos os presentes interessados, fermento para originalidade, em forma de conhecimentos já provados e elementos trendsetters, o Openroom, especialmente desenhado para os novos talentos (encorajados a falhar com estilo), e o Loopita, dedicado a sons electrónicos experimentais.

Como referência histórica, podemos dizer que o Offf Festival nasceu em 2001, no terreno fértil em criatividade que é Barcelona. Aí, desenvolveu-se e catapultou para o reconhecimento alguns dos mais protuberantes nomes da era pós-digital, como Alva Noto, Takagi Masakatsu e Joshua Davis. Em 2007, atravessou o Atlântico, e fixou-se em Nova Iorque. O retorno deu-se em 2008, onde este encontro de culturas visuais veio até à Lx Factory, em Lisboa.

O evento correu tão bem que agora, na oitava edição, o Offf Festival mantém-se em terras lusas, inserido nos 250 anos do concelho de Oeiras. Durante três dias, num ambiente diferente de tudo aquilo a que estamos habituados (pelo menos no que diz respeito a inovação), são apresentadas as novas tendências digitais do que Rui Vieira, Director-Executivo do Offf no nosso país, caracteriza como “um festival do futuro”, numa conversa exclusiva com a RDB. A partir do slogan desta edição, tirado do clássico Toy Story – “This isn’t flying. This is falling with style. Fail gracefully@ Offf2009” – vamos quebrar barreiras e seguir este adágio: falhar graciosamente.



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