Ólafur Arnalds

Ólafur Arnalds

Antes de nos dar "uma lição de sapiência" ao lado de Rodrigo Leão, a conversa com a RDB

O reconhecido multi-instrumentista islândes Ólafur Arnalds vem a Portugal para concertos em Coimbra, Porto e Lisboa (26, 27 e 28 de Maio respectivamente). Acompanhado pelo músico e compositor português, Rodrigo Leão, os dois músicos vão dar “uma lição de sapiência”, como descrito no Facebook do compositor português. A verdade é que se torna bastante difícil descrever de outra forma a antecipação destes eventos; ambos primam pelos tons catárticos e melancólicos, com explosões de emoções nos momentos certos que nos fazem arrepiar a alma.

A Rua de Baixo teve o prazer de trocar algumas palavras com Ólafur, um músico que começou com uma banda de hard-core/metal, mas que vingou com ritmos mais calmos, com os quais ganhou inclusivamente um prémio BAFTA com a banda sonora da série televisiva “Broadchurch”.

Em relação aos prémios, afirma que é um enorme prazer e honra recebê-los mas que não faz música a pensar nisso. Servem como validação do trabalho que desenvolve e abrem portas para imensas oportunidades.

Quisemos então saber um pouco mais sobre o processo criativo por detrás da elaboração de uma banda sonora e questionámo-nos se vê a música como um elemento que dramatiza os sentimentos numa determinada cena. Arnald explica que “a música pode ter vários propósitos, e que o da dramatização é um deles mas não tem necessariamente de funcionar como uma extensão da intensidade da cena”, explicando que “por vezes existe a necessidade de ir contra com o que está a ser transmitido no ecrã e noutras serve apenas como um ligeiro suporte”… Em outros momentos é necessário adicionar sentimentos que não se expressam visualmente ou por diálogos. A inspiração, essa, “vem do projecto em si, por isso cada banda sonora é única”.

O artista islandês tem feito longas digressões por todo o Mundo, dos Estados Unidos da América à China. Tivemos curiosidade em saber como são as audiências e como estas respondem à sua música. Explicou-nos que “é muito curioso porque cada zona geográfica tem uma forma diferente de responder”; como exemplos diz-nos que a nível Europeu “o ocidental é muito mais entusiástico a mostrar a sua apreciação do que a leste. Os Japoneses são muito mais silenciosos e reservados, ao contrário dos Tailandeses que gritam imenso”.

Sobre a sua vinda a Portugal, conta-nos que a colaboração com Rodrigo Leão surge da sugestão do seu manager, pois não conhecia o trabalho do compositor português. E ao tentarmos levantar um pouco do véu sobre estes concertos pouco nos adiantou, pois ainda estão em fase de planeamento, mas que “provavelmente vão recorrer muito à improvisação e à experimentação”, pelo menos assim o espera, pois para ele “o mais divertido de trabalhar com pessoas novas é realmente explorar e descobrir coisas novas”.

Apesar de não nos ter antecipado muito sobre os concertos, sobre os seus projectos para o futuro garante que está a trabalhar no seu projecto paralelo, Kiasmos, e que em breve vai começar a preparar a segunda série de “Boardchurch”.

Assim, e enquanto não temos novidades, podemos sempre recorrer ao seu último álbum, “For now I am winter” de 2013, e acompanhar os seus concertos com o grande Rodrigo Leão em três das salas mais emblemáticas do País – Teatro Gil Vicente (Coimbra,) dia 26; Casa da Música (Porto), dia 27 e Centro Cultural de Belém (Lisboa), dia 28 de Maio. Os bilhetes encontram-se à venda e com grande procura.



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