Old Jerusalem @ Maus Hábitos (8-4-2016)
Quando uma rosa é uma rosa, essa rosa é para sempre
Assim se pode definir o novo disco de Old Jerusalem – um disco com canções que funcionam muito bem e de forma encantadora ao vivo. Na passada sexta-feira caminhámos até ao palco dos Maus Hábitos onde assistimos ao concerto de apresentação deste novo trabalho de Francisco Silva.
De uma forma bastante intimista, o concerto começou a ganhar vida com a maior parte do público sentada no chão, enquanto Francisco Silva reconhecia algumas caras por entre o escuro e prometia pôr a conversa em dia no fim do espectáculo.
Em palco, Francisco Silva fez-se acompanhar por Miguel Gomes na guitarra, Miguel Gomes no baixo, Sérgio Freitas no teclado e Pedro Oliveira na bateria dando assim corpo e matéria às melodias, guiando-nos a uma soberba viagem musical entre as canções mais recentes sem esquecer outras mais antigas.
Canções para escutar com tempo, sob tempo ameno, ou sobre ameaça temporal. Melodias que nos confortam e arrancam suspiros. Tudo começou com «Florentine Course» e, de seguida, o tema «A Rose Is a Rose Is a Rose». Sente-se a dificuldade de afinação da guitarra por entre as músicas: “era mais fácil se houvesse mais guitarras, mas como isso fica caro e não há, peço desculpa” – comentou o próprio Francisco. Mas estes intervalos serviram para respirarmos e saborear cada nota que pairava ainda no ar. «One For a Dusty Light» foi talvez a canção que mais nos fez bater o pé ao ritmo do bombo da bateria. E para haver alguma variação e dinamização em palco, três elementos da banda retiram-se por uns instantes para que Francisco Silva interprete dois temas, tornando o momento ainda mais especial – «Song Of Daphne» e «A Charm».
Posto isto, o público pede mais uma canção e Old Jerusalem interpretam uma última canção – «Stroll» – que nos foi murmurando ao ouvido e preparando para o fim do espectáculo. Felizmente as boas canções sobrevivem aos encantos ao vivo.
Sendo este disco uma rosa, este não tem nenhum espinho. Apenas um belo encanto e nenhum elogio é demais.
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