Ölga

A primeira aposta discográfica da Bor Land para este ano de 2004, é o EP de estreia deste projecto lisboeta. Para ficar a conhecer aqui na Rua de Baixo.

São oriundos de Lisboa, formaram-se em 2001 e apresentam uma sonoridade principalmente instrumental, aliando ambientes intimistas a momentos de densa intensidade. Dizem-se influenciados por tudo aquilo que os rodeia, “desde um relógio de parede a uma turbina de avião” e o seu processo de criação “passa muito pelo estado de espírito e pelas emoções vividas no momento”. Não se conseguem categorizar em nenhuma área especifica mas há quem os coloque “como sendo Pós- Rock  ou Rock-indie-alternativo”.

O projecto tem o nome de Ölga, um nome que “surgiu por acaso em conversa com amigos”, e lançou recentemente o seu primeiro registo discográfico em formato de EP, através da independente Bor Land.

Formados por Diogo Luís, João Hipólito e João Teotónio, os Ölga são a primeira grande aposta de Bor Land para este ano que agora iniciou.

Inicialmente eram formados por mais um elemento, Rodrigo Filipe (violoncelo), com quem foi gravado o EP, estando agora reduzidos a um trio. Surgem no meio musical alternativo português que consideram “que tem vindo a crescer embora com muito pouco apoio”, através da Bor Land e de uma forma natural, pois já tinham trabalhado na primeira compilação da editora enquanto projecto Freud’s Quest. Surgiu depois o “interesse da parte do Rodrigo Cardoso em editar” o seu trabalho e como para os Ölga “a Bor land é uma das editoras mais activas em Portugal, no que se refere ao lançamento de projectos de música alternativa”, foi com prazer que decidiram editar.

As cinco faixas que constituem este primeiro EP são para ser ouvidas como um todo e o som das guitarras é perfeito para traduzir os ambientes melancólicos que a banda tenta reproduzir. Este novo registo foi apresentado no mês de Fevereiro em Lisboa e no Porto em dois concertos que “foram bastante positivos e a aceitação do público foi bastante agradável” e continuará a ser apresentado durante o mês de Março, em Portimão e pelas Fnac’s.

Mesmo achando que “ainda não existe um mercado significativo para este tipo de sonoridade” e que “existe uma grande falta de aposta por parte das editoras e das entidades de promoção e divulgação”, a banda já pensa no primeiro álbum de originais e está neste momento a “construir material novo e a explorar novas sonoridades” para que, no momento certo, tenham material para editar um bom primeiro álbum, sempre importante para a carreira de qualquer banda.

Aqui na Rua de Baixo queremos marcar a diferença e dar todo o espaço a projectos de qualidade e ambição como os Ölga. Este é o nosso modesto contributo para o desenvolvimento da música portuguesa, que precisa de pessoas que acreditem e que tenham a disponibilidade suficiente para que finalmente Portugal tenha as condições que os artistas merecem.



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