Op Art

Um dos espaços mais alternativos da capital comemorou, no final do ano, o seu 4º aniversário. A rua de baixo esteve lá para soprar as velas.

Estava marcado para as 22h30m mas a essa hora ainda havia quem se refastelasse com os belos repastos que esta casa serve com o Tejo como pano de fundo.

Privilegiadamente situado na margem do rio, o Op Art é um espaço versátil onde se servem refeições de requinte, onde se bebe um café ou se toma um lanche na esplanada e onde, à noite, se celebra a vida ao som de dance music.

Num espaço inócuo, sem grande estética, rodeado de vidro por quase todos os lados, um conjunto de balões brancos nos cantos que ladeiam a cabine do dj é a única decoração da festa. Este ambiente simplista é uma mera ilusão de óptica. Um projector de imagem apontado na direcção dos balões confere-lhe ambientes vários, capazes de levar cada alma na sua própria viagem.

Por volta da meia-noite começam a chegar os primeiros convidados, alegremente recebidos pelos donos do espaço, amigos de cada cliente. Nas mesas que ladeiam a pista de dança serviam-se alguns canapés e no bar somos recebidos sempre com um sorriso.

DJ Hugo Santana recebia os convidados numa ambiência de sons vários, como que a preparar os presentes para a noite que se antevia longa.

À uma da manhã dá-se um dos pontos altos da noite. DJ French e o seu electro inundam a sala de alegria e rapidamente se percebe que é este o som típico do Op Art nas noites de fins-de-semana. Os clientes unem-se em sorrisos e acumulam-se na pista, numa alegre celebração que se prolonga da cabine. French é um dj contagiante que se vê a olho-nú o gosto que tem em transmitir alegria aos outros através do som que passa.

Perto das 3 da manhã a casa está quase cheia com os seus habituais clientes. É a prova que de nada adianta pedir a sua presença mais cedo. O Op Art é uma casa que enche quando tudo no Bairro Alto já fechou e dura toda a noite até que o sol inunde a manhã com os seus primeiros raios.

Expander é o dj que vem dar electro até ao nascer do sol a uma clientela habituada ao espaço, que marca presença todos os fins-de-semana e que não quis deixar de festejar mais um aniversário de uma aposta ganha num espaço do qual ninguém diria que é, por si só, uma festa!



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