Ópera do Falhado, de JP Simões

Depois do espectáculo, o livro.

“uma peça singular e muito portuguesa em cujas canções consegue unir a sátira e a poesia (…) notam-se os traços de uma filosofia de vida absorvida por uma juventude inquieta que, com uma grande lucidez, mostra o Portugal de hoje, perpassado por velhos e novos vícios”

João Lourenço, Do Prefácio

Todos aqueles que estão mais ligados à cena musical portuguesa conhecem JP Simões. Projectos como os Pop dell´Arte, Belle Chase Hotel e Quinteto Tati colocaram o músico na primeira linha de compositores e intérpretes nacionais. Para além das letras de canções que escrevia, JP Simões tinha um projecto que em 2003 se tornou realidade. A “Ópera do Falhado”, estreada no Teatro Tivoli, está agora disponível em livro através da 101 Noites. Esta é sem dúvida uma excelente sugestão para o Natal.

Inspirada em “The Beggar’s Opera” de John Gay, na “Ópera do Malandro”, de Chico Buarque e na “Ópera dos Três Vinténs”, de Bertolt Brecht e Kurt Weill, a “Ópera do Falhado” relata o reencontro de dois antigos colegas do liceu que descobrem a incompatibilidade dos caminhos que seguiram nas suas vidas.

Um empresário ávido de poder e um escritor desanimado com as profundas contradições da condição humana protagonizam uma espécie de encontro entre Fausto e Werther, entre a ambição e o romantismo, travado à volta de um velho café que resiste a ser demolido, cheio de memórias e dos fantasmas de um velho país.

A “Ópera do Falhado” é uma tragicomédia delirante, que JP Simões considera representar “o caso mental português”. A obra faz parte da colecção “Poiesis” da editora 101 Noites, dedicada à divulgação de textos de autores contemporâneos



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