Orelha Negra @ Hard Club | (30.01.2016)

Orelha Negra @ Hard Club | (30.01.2016)

Dos Orelha Negra versão 2016, podemos seguramente esperar um álbum mais maduro

Marcado há mais de um ano, segundo os próprios Orelha Negra, este concerto no Hard Club (e o anterior no CCB) foi uma prenda para os seus leais fãs, antecipando notícias ou pré-lançamentos para apresentar o novo álbum em primeira mão.

Embora o lançamento oficial esteja agendado para a Primavera, as músicas estão concluídas, como o concerto sem falhas pôde confirmar, faltando apenas finalizar gravação e produção.

O álbum foi tocado na íntegra, praticamente sem interrupções, mas infelizmente com reduzida interacção com o público que, tendo esgotado a sala portuense, certamente ansiava por um pouco mais de calor por parte do quinteto.

Orelha Negra @ Hard Club | (30.01.2016)

Os momentos mais celebrados ficaram para o final, com acenos a Biggy, Drake e ao inevitável Kendrick Lamar, a darem o mote para «961 919 169», «Throwback» e «M.I.R.I.A.M.».

Até ali, escutámos com atenção e sem grandes distracções vindas do palco (ou do público) o novo disco, que mantém a fórmula vencedora, resgatando do passado samples clássicos do soul, gospel e funk (arte completamente dominada por Sam e Cruzfader, que junta um scratch de primeira à equação), apenas para os converter no ponto de partida e fiel companhia para a música bem viva que o trio-maravilha Fred Ferreira (bateria), Francisco Rebelo (teclas) e João Gomes (baixo) debita como se fossem siameses musicais.

O espectáculo foi morno, desigual no jogo de intensidades e com algumas músicas demasiado longas a fazer temer o pior e a sugerir tímidos bocejos, apesar da excelente execução por parte dos músicos. Faltou a chama que trouxeram na sua última passagem pela Invicta, em que a casa quase caiu.

Orelha Negra @ Hard Club | (30.01.2016)

Dos Orelha Negra versão 2016, podemos seguramente esperar um álbum mais maduro, sem a excitação e impulsividade dos anteriores registos, substituídas por um maior requinte instrumental e continuidade entre cada faixa, formando um todo, em que a ausência de qualquer melodia intermédia quebra a integridade final.

Venha o álbum desejado. O sucesso é garantido e o Porto aguarda o vosso regresso.

Fotografia por Lino Silva | O Revelador



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