“Os rapazes dos tanques” | Alfredo Cunha e Adelino Gomes

“Os rapazes dos tanques” | Alfredo Cunha e Adelino Gomes

No lugar certo à hora certa

Quarta-feira, 25 de Abril de 1974. Foi neste dia que começou a ser trilhado o caminho da democracia em Portugal, onde o último estertor do Estado Novo foi, arriscamos dizer, travado por um grupo de rapazes que se recusaram a disparar e a cumprir ordens que vinham de cima.

Os rapazes dos tanques” (Porto Editora, 2014), livro que reúne fotografias de Alfredo Cunha e textos de Adelino Gomes, pretende, segundo os seus autores, fazer justiça a um grupo de cidadãos portugueses que, depois de um dia glorioso que mudou a vida do país, regressaram – na maior parte dos casos – ao «anonimato dos que nunca, ou em raras ocasiões, têm voz.»

“Os rapazes dos tanques” | Alfredo Cunha e Adelino Gomes

A primeira parte do livro apresenta uma selecção de fotografias de Alfredo Cunha, então com vinte anos e um trabalho como estagiário no extinto jornal O Século, que mostram como boa parte desse dia decorreu; a segunda parte mostra-nos o rosto dos rapazes dos tanques nos dias de hoje, dando-lhes a voz numa pequena entrevista e convidando-os a nomear o pior e o melhor do 25 de Abril, bem como as figuras que fizeram a revolução.

Homenagem aos rapazes dos tanques, aos foto-repórteres que compareceram na hora certa no local certo e às mulheres dos conspiradores, aqui representadas pela viúva de Salgueiro Maia – pede-se aqui a ida de Salgueiro Maia para o Panteão -, “Os rapazes dos tanques” é um livro essencial para a (re)descoberta do 25 de Abril, construindo uma ponte escrita e visual que oferece um salto temporal de quatro décadas. Um álbum magnífico.



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