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Os vencedores do Queer Lisboa 17

Em 9 dias, o Queer exibiu 93 filmes de 26 países, recebeu mais de 8.000 espectadores, sentiu um acréscimo de público nas suas sessões e, como é hábito, contou com secções competitivas.

Na Competição para a Melhor Longa-Metragem, cujo Júri era constituído por Andrei Rus, Cinta Pelejà e Gustavo Vinagre, “A Fold in My Blanket” (Geórgia, 2013), de Zara Rusadze, venceu o Prémio para a Melhor Longa-Metragem, mas também foram atribuídas Menções Honrosas. “Joven y Alocada” (Chile, 2011), realizado por Marialy Rivas, recebeu uma dessas menções.

As razões para estas premiações? Segundo o Júri, o primeiro filme constrói “uma coreografia sobre a memória, sobre a intimidade relacionada com a história política de um país” e o segundo, por sua vez, cria “um apurado retrato de uma adolescente contemporânea, e através dela, de toda uma geração”.

Porém, para além da Menção Honrosa entregue a “Joven y Alocada”, Edward Hogg foi congratulado com a Menção para o Melhor Actor, “pela força dos seus silêncios e por deixar os espaços ao seu redor transmitir as suas dúvidas e desejos” na sua interpretação em “The Comedian” (Reino Unido, 2012), um filme de Tom Shkolnik.

O Prémio de Menção para a Melhor Actriz foi concedido a Alicia Rodríguez pelo seu papel em “Joven y Alocada” (um filme muito premiado, como se pode constatar!) porquanto, na opinião do Júri, “a frescura de fazer uma personagem que não é mais uma menina, mas não é ainda uma mulher, e explorar física e emocionalmente as complexidades desse processo de transformação” são aspectos que merecem ser valorizados.

O último prémio atribuído nesta categoria foi o Prémio do Público, que galardoou “Facing Mirrors” (Irão, 2011), de Negar Azarbayjani.

O Júri da Competição para o Melhor Documentário, composto por Bard Ydén, Cláudia Varejão e Michael Stuetz, atribuiu o Prémio de Melhor Documentário a “Quebranto” (México, 2012), cuja realização é de Roberto Fiesco. Nas palavras do Júri, este prémio foi concedido ao filme  “pela sua riqueza na linguagem visual, que complementa uma história que nunca deixa de comover e surpreender o público”.

O Prémio do Público, nesta competição, foi para Born Naked (Espanha, 2013), de Andrea Esteban.

André Teodósio, António da Silva e Daniel McIntyre, o Júri da Competição para a Melhor Curta-Metragem, decidiu, pela “complexa variedade de emoções, conceitos e métodos de fazer cinema”, conceder o Prémio de Melhor Curta-Metragem a um de filme de Malix Erixon, “Benjamin’s Flowers (Suécia, 2012).

Ainda nesta categoria, o filme “Pedro” (Portugal, 2013), de Dário Pacheco e José Gonçalves, ganhou o Prémio de Melhor Curta-Metragem Portuguesa. De acordo com o Júri, a curta foi merecedora deste prémio “por forma a encorajá-los nos seus futuros trabalhos”.

Por fim, o Prémio do Público foi para “MeTube: Augusts Sings Carmen ‘Habanera’” (Áustria, 2013), realizado por Daniel Moshel.

A última categoria competitiva do festival revelou-se uma novidade, cujo conceito visa promover curtas-metragens, nacionais e internacionais, realizadas por estudantes de cinema.

In My Shorts é o nome desta competição e o seu Júri, formado por Carlos Conceição, Cosimo Santoro e Maria João Mayer, atribuiu o Prémio de Melhor Curta-Metragem de Escola a uma curta de Ricardo Penedo, “Depois dos Nossos Ídolos” (Portugal, 2013).

No entender do Júri, esta curta-metragem foi merecedora do prémio “pela sinceridade, coragem e generosidade na partilha de um momento chave da vida, e pelo jogo entre modelos contemporâneos e referências do passado recente”.

Foi ainda atribuída uma Menção Honrosa a “Atomas” (Bélgica, 2012), de Arnaud Dufeys.

 

É isto que se quer! Mais produções cinematográficas com qualidade, mais filmes premiados, mais adesão às salas de cinema e aos festivais! No fundo, mais cultura… E apresentados os laureados do Queer 2013, deixo-vos um conselho: estejam atentos ao site da RDB, pois brevemente vamos publicar mais uma surpresa relacionada com o festival!



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