“Páginas do Páginas Soltas” | Bárbara Guimarães

“Páginas do Páginas Soltas” | Bárbara Guimarães

À descoberta de uma biblioteca ambulante

Nascido de uma ideia de Bárbara Guimarães, “Páginas Soltas” esteve no ar durante quatro anos a fio. Num programa que tinha direito a 12 minutos diários da grelha da SIC Notícias, a ideia fundadora foi a de «abrir portas, janelas, com grandes escritores, artistas, políticos, arquitectos, músicos», que falavam dos livros e das palavras que mais os tinham marcado ou, então, que aguardavam o seu direito de antena estacionados na mesa de cabeceira.

Quando Bárbara Guimarães recebeu o convite da Guerra & Paz para transpor algumas das entrevistas para livro, a resposta inicial foi esta: «Eu não escrevo, eu leio.» Além disso, o programa distinguia-se por apresentar algumas inovações para o tempo, como o ecrã partir-se em várias partes numa única imagem – um puzzle de expressões -, o que poderia parecer complicado retomar em livro. Mas não foi.

Páginas do Páginas Soltas” (Guerra & Paz, 2013) reúne 30 das entrevistas feitas por Bárbara Guimarães, de onde sobressaem o seu cuidado na preparação da conversa, as perguntas certeiras e um poder de sedução e de quase hipnose que faz com que os entrevistados se sintam como em casa ou sentados numa mesa do seu café preferido.

Há José Saramago, Gonçalo M. Tavares, Mário Zambujal, Eduardo Souto Moura ou Adolfo Luxúria Canibal, em conversas que vão de encontro ao que Bárbara Guimarães sonhou construir quando, na sua imaginação, germinou esta ideia literária: construir «uma biblioteca ambulante, que vive de leitores cheios de vida.»



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