Pancomédia

O bobo e a sua mulher esta noite na Pancomédia. Até 15 de Fevereiro no Teatro Aberto.

Até ao dia 15 de Fevereiro é possível ver a peça “O bobo e a sua mulher esta noite na Pancomédia”, de Botho Strauss, no Teatro Aberto, na Praça de Espanha.

A peça situa-nos no grande Hotel Confidence, onde uma escritora faz uma leitura pública do seu romance inédito. Um editor apaixona-se instantaneamente e propõe-se a promover a sua obra presente e futura. O que se verifica é que a paixão pela literatura não é suficiente para pôr o livro a circular e fazer negócio. Exige então que se bata a muitas portas, avalie uma série de pessoas e situações, sofrer abalos e seguir em frente depois de experimentada esta ou aquela estratégia de persuasão.

Em torno da história da escritora Sílvia Kessel, do editor Zacarias Werner e dos livros que os vão unindo e separando, gira o mundo do grande Hotel Confidence. Aqui, onde todos estão de passagem e convivem sem compromisso, há encontros e desencontros entre este e outro mundo: o dos recepcionistas, porteiros da noite, candidatas a modelos fotográficos, anjos ou fadas, entre outros. Nesta peça, datada de 2001, Botho Strauss apresenta através das várias cenas que a compõem, diálogos quase absurdos, incidentes curiosos, devaneios e jogos de linguagem filosóficos, um panorama da vida na sociedade contemporânea.

Através duma poética do momento e explorando a estranheza das partículas inesperadas, arbitrárias e díspares que o compõem, o autor questiona as formas de comportamento e apaga convenções num retrato da comédia humana nos dias que correm.

A peça conta com Ana Brandão, António Cordeiro, Frederico Santos, João Reis, Patrícia Bull e Victor d’Andrade entre outros no elenco.

Botho Strauss nasceu a 1944 e é um dos escritores mais importantes da actualidade. Estudou teatro e sociologia, trabalhou como redactor e guionista cinematográfico e já recebeu importantes prémios literários, como o da Academia Bávara de Belas Artes, o prémio Georg Büchner ou o do Teatro de Berlim.

Entre as suas obras destacam-se “A dedicatória”, “A irmã de Marlene” ou o “Rumor”.

Uma peça que se recomenda, até 15 de Fevereiro no Teatro Aberto



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