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Convites | ALKANTARA FESTIVAL 2018

Ganha convites duplos.

Imitation of Life de Kornél Mundruczó
Teatro Nacional D. Maria II Sala Garrett
1 e 2 junho às 21h

Um rapaz cresce no seio de uma família cigana, mas não se parece com ela – a sua cor de pele é diferente e a negação das suas origens pesa-lhe na infância. Tenta descobrir uma nova vida no anonimato da cidade, mas não encontra o seu lugar. O ódio por si mesmo impede a sua integração social e acaba por levá-lo a assassinar um jovem cigano, num elétrico. Será que escolhemos os nossos destinos, ou as nossas vidas estão predestinadas? Esta é a questão levantada por Kornél Mundruczó, na sequência deste crime violento em Budapeste, em 2015. Em Imitation of Life os atores são os protagonistas engenhosos de uma história ficcional que começa quando um agente de execução chega para despejar uma mulher solteira do seu apartamento em Budapeste. Uma reviravolta inesperada impede-o de levar adiante o seu plano, vendo-se obrigado a examinar a sua própria consciência.

Imitation of Life é um olhar lúcido sobre as contradições de uma sociedade, tanto na Hungria como para lá dela, onde todas as formas de discriminação triunfam diariamente. Desde que Hard to be a God foi mostrado no Alkantara Festival, em 2010, o encenador e realizador húngaro Kornél Mundruczó tornou-se uma voz proeminente no cinema europeu contemporâneo com filmes como White God, Tender Son: The Frankenstein Project, Delta e a Lua de Júpiter, em antestreia nacional nesta edição do Alkantara Festival.

Cortado por todos os lados, aberto por todos os cantos de Gustavo Ciríaco
Teatro Nacional D. Maria II
29, 30, 31 maio às 19h

Cortado por todos os lados, aberto por todos os cantos é uma viagem rapsódica pelos espaços sociológicos, arquitetónicos e cénicos do Teatro Nacional D. Maria II. Inspirado nas esculturas relacionais dos artistas minimalistas norte-americanos e imaginado como um corte transversal interativo do edifício, o espetáculo é um percurso pelo teatro enquanto escultura ampliada, como campo de posicionamento, encenação e manipulação do real, em que o lugar de onde o espectador vê algo influencia a sua apreciação e imaginação.

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From afar it was an island de João Fiadeiro
Teatro Nacional D. Maria II Sala Garret
6, 7 jun às 21h e 8 jun às 19h

From afar it was an island é o título de um livro para crianças do designer italiano Bruno Munari que fotografa uma série de pedras e rochas que encontrou no sul da Itália, organizando-as e ilustrando alguns dos princípios e premissas que sustentam a sua prática e pensamento. Entre eles, a constatação de que a percepção está intimamente ligada ao contexto e à relação, bastando uma pequena mudança de perspetiva ou de escala para uma linha se transformar numa estrada ou uma pedra numa ilha. O espetáculo de João Fiadeiro não se apoia diretamente no livro, mas aquilo que procura em termos de qualidade de presença, duração e atenção está enraizado nos princípios e jogos de percepção que o livro trata. De longe, aquilo que os intérpretes dizem e fazem parece fazer sentido. Os seus movimentos seguem um sistema lógico – uma noção de princípio, meio e fim – que reconhecemos nos nossos corpos e nos corpos com que interagimos diariamente (reais ou ficcionais, presentes ou ausentes). Mas à medida que o tempo passa, damo-nos conta de que esses corpos não se dirigem a lado nenhum e de que não representam mais nada senão a sua própria presença.

Passatempo

Em parceria com o Alkantara Festival temos um convite duplo para oferecer para cada um dos espetáculos indicados. Para ganhar basta preencher o formulário em baixo respondendo a esta pergunta: Indica o nome de um(a) artista português que esteve presente na primeira edição do Alkantara festival e que faz parte da edição deste ano.

 



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