Peaches

Apresentação de “Impeach my Bush” no Paradise Garage dia 26 de Setembro

nómeno. Música, produtora e um dos ícones do movimento do electropunk, Peaches é idolatrada por nomes como  Deborah Harry, Iggy Pop, Björk, Josh Homme, Lil Kim, Kelis, 2 Many DJs, M.I.A. e mesmo o revolucionários LCD Soundsystem.

A sua obra discográfica, até chegar a “Impeach my Bush”, começou em 2000, com a ajuda da sua Roland MC505, uma groovebox que produz batidas e efeitos desde o minimal ao som electro mecânico e “abrasivo” característico de Marrill. A voz poderosa de Peaches faz o resto. O primeiro registo foi o vinil “LoverTits” Ep editado pela editora canadiana Teenage USA. Mais tarde, esta faixa faria parte do longa-duração “Teaches of Peaches”, editado em 2001 pela alemã Kitty-Yo, disco que rapidamente foi elevado a clássico do nu-punk. Entretanto, nomes como Chicks on Speed e Le Tigre eram elevados, por arrastão, ao sucesso, tal o impacto que este novo estilo apresentado por Peaches teve no panorama da música no início do século.

Toda a mediatização criada à volta desta artista valeu-lhe a atenção da XL Recordings e, em Setembro de 2003, edita “FatherFucker”, álbum que, embora continue na onda dirty de “Teaches for Peaches”, é muito mais trabalhado e eclético que o primeiro, realiza duetos com Iggy Pop no poderoso «Kick It». De realçar a forma como Peaches apresenta esta música ao vivo, com uma projecção de Iggy em tamanho real a cantar ao seu lado como se a acompanhasse em todos os espectáculos. Neste registo realizou também duetos com Freedom em «Rock n´Roll» e uma faixa, a mais slow da sua carreira, com Taylor Savvy intitulada de «Stuff me Up». Deste álbum foi extraído o EP “Kick It” e o tema «Shake her Dix». Ainda teve direito a um vinil misturado por Tiga, ambos editados em 2004.

Este último álbum que Peaches está apresentar, por enquanto, ainda só teve direito a um single de apresentação, «Downtown», editado quinze dias antes do disco chegar aos mercados. Conta com a colaboração de nomes como Josh Homme (Queens of the Stone Age) e Feist neste álbum.

Os shows desta artista rapidamente foram elevados a mito, tal é o estilo dirty imposto por ela nas suas performances. Dentro das especulações que se criam e aquilo que Peaches realmente faz, pode afirmar-se, convictamente, que não é muito aconselhado aos mais susceptíveis a vistoria do show. Como antítese, é vivamente aconselhado para todos aqueles que anseiam ver um espectáculo, bem ao estilo punk, mas adaptado às tecnologias no panorama actual da música. Aparições de fio dental, cuspidelas para o público e afins são apenas alguns dos ingredientes que a canadiana certamente não se esquecerá na noite de 26 de Setembro. O resto, pior (ou melhor!!!,) dependerá do seu estado de espírito.

Depois de ter estado em tournée com Nine Inch Nails, a banda de Trent Rezor, e os lendários Bauhaus por terras norte-americanas, surge a Europa como alvo da sua digressão.

O aliciante do espectáculo, a realizar-se no Paradise Garage, está relacionado com a aparição de Merrill Nisker com Herms Band, conjunto composto por três indefectíveis raparigas do Riot Grrrl, J.D. Samson, teclista de Le Tigre, Radio Sloan, guitarrista dos The Need e Sam Malone, baterista de Hole, a banda de Courtney Love e dos Eagles Of Death Metal. Olhando para a constituição da banda, rapidamente se pode concluir que não são “florzinhas que se cheirem”. Portanto o espectáculo estará, certamente, garantido nesta nova forma de apresentação de Peaches. Resta saber para onde será a evolução…



Também poderás gostar


Pin It on Pinterest

Share This