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Pedro Eça e os Franco Atiradores

Cabaret Maxime, 24 Junho 2009.

São 23h30m e os muitos presentes no famoso espaço lisboeta ainda aguardavam pelo começo do espectáculo de lançamento do CD “Que a Tua Guerra Seja a Paz”. O motivo do atraso deveu-se a um filme de Peter Sellers em exibição na sala principal do Maxime.

Passaram-se mais 20 minutos e lá estavam os artistas da noite ensaiando um feliz começo com «Trabalha Português», colocando em evidência as preocupações sociais da banda ao som de um rap que ganhou cores garridas com uma sólida secção de metais. Pouco depois, surgiu uma sequência vencedora que incluiu «Quero o Bem», devedora dos velhinhos Hollywood Beyond, tal como o tema título que introduziu o acordeão e recebeu o reggae de braços abertos, numa combinação instrumental que nunca colidiu.

Ao longo da apresentação, Pedro Eça ensaiou algumas coreografias leves, mas certeiras, disparou tiradas suaves de humor, contou sempre com os incentivos do público e com um naipe de músicos que asseguraram uma variedade sonora interessante e eficaz. Por vezes socorreu-se da guitarra acústica e cantou uma canção para a ex-mulher, «Eu Ainda Estou à Espera», fazendo uma confissão curiosa: “É despropositado, mas tenho de tocar esta canção”. Se «Manel Pinguço» celebrou o bom copo, «Ninguém é Inocente» falou abertamente sobre a consciência humana e trouxe consigo o contributo de dois violinistas dos célebres Corvos.

Até ao final, sucederam-se surpresas, de que a introdução da tuba no ska «Diz a Verdade» e o piscar de olhos às raízes sambísticas de «Numa Só Nota» foram os melhores exemplos. O concerto gerou apenas um encore com «Rap do Ciclo» e, ao fim de quase hora e meia de actuação, foi possível vislumbrar um bom futuro para o elenco principal de Pedro Eça e os Franco Atiradores. Venha de lá o segundo disco!



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