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Pedro Hossi & Lázaro Ramos

Uma breve conversa durante as filmagens de “O Grande Kilapy”.

Num solarengo final de tarde de Agosto, sou apresentada por um dos assistentes de produção da longa-metragem de Zézé Gamboa, aos actores Lázaro Ramos e Pedro Hossi, sentados num velho banco de madeira corrido em frente ao local de filmagens, a Tasca Poço do Bispo. Sento-me em frente a ambos e inicio a conversa com Lázaro Ramos (“Madame Satã”, “Carandiru”, “O Homem que copiava”), um dos mais premiados actores brasileiros da sua geração, que em “O Grande Kilapy” encarna o papel de protagonista, Joãozinho, um eterno bon vivant angolano fiel aos seus amigos.

“Esta oportunidade surgiu através da actriz Patrícia Abreu que referiu o meu nome ao Zézé Gamboa como sendo o actor ideal para a personagem. Achei o papel interessante, pelo contexto sócio político em que vivia, pela sua ‘lata’ em roubar os colonizadores (Estado Português) e porque é muito distante da minha realidade. A equipa é fantástica e estou a aprender muito com eles, os meus colegas ajudaram-me imenso a ter um maior conhecimento da história daquela época (anos 60/70) para melhor poder compor a personagem. Zézé é um óptimo realizador que dá muita liberdade aos actores”, fala-nos o actor em relação á sua participação no filme.

À nossa volta o burburinho habitual da equipa de produção, a carrinha, os materiais, fios, cabos a ser arrumados, pois está na hora da refeição e é preciso energia para retomar as filmagens.

Pedro Hossi, que desempenha o papel de Pedro, o melhor amigo de Joãozinho, aparece ligeiramente caracterizado. É angolano mas é associado inúmeras vezes a latino-americano em Los Angeles, onde reside há cinco anos.

“Eu tinha acabado de fazer um filme no México, já tinha ouvido falar do realizador e o contacto foi intermediado por um amigo comum. O Zézé estava á procura de um actor para a personagem do Pedro, o maior amigo do Joãozinho, e entrou em contacto comigo. Trocámos alguns e-mails e duas semanas depois passei por Lisboa, fiz o teste e fiquei com o papel. Achei interessante ir trabalhar com o Zézé, tenho aprendido imenso, dá muita margem de criação aos actores, tem uma sabedoria tremenda, o seu último filme teve muito sucesso, portanto tinha inúmeras razões para trabalhar com ele e depois estou a representar uma personagem que foi uma pessoa conhecida da sociedade angolana os meus avós conheceram bem o Pedro Gomes, conheceram o João e o desafio maior foi interpretar alguém que existiu e é conhecida num determinado universo”, disse-nos Pedro Hossi.

Ambos actores falam um pouco sobre que os espera a seguir, Lázaro Ramos continuará com a direcção do programa “O Espelho” que já perdura há cinco anos e outros projectos ainda não definidos. Pedro Hossi terminou recentemente de filmar “Borderline” uma co-produção entre México e Estados Unidos que está previsto estrear no próximo ano, primeiro na Cidade do México e depois no mundo inteiro além de que está na fase final da pós-produção de um filme em que representa e se estreia como realizador.

À data em que esta reportagem está a ser publicada fui informada por Pedro Hossi que as filmagens da longa-metragem “O Grande Kilapy” já terminaram.



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