rdb_penglish_header

Phoebe English

De Calico a Arte, a manipulação têxtil que remata uma colecção pessoal.

O novo talento vindo da famosa escola Central Saint Martins em Londres, Phoebe English de 25 anos, ganha o prémio de mérito Vauxhall fashion Scout’s pela sua colecção Outono/Inverno 2012.

Guiou-se pelo subversivo, estética eterna para a sua colecção de estreia no mercado ao longo de um caminho de cool, ao mesmo tempo mantendo sensibilidade nas suas criações. Uma colecção de vestidos com bordado Smock à mão, pequenos e justos, que desafiam a noção moderna de beleza e do corpo. O seu sucesso não provém somente da maneira desafiadora como manipula um simples tecido, mas também de como consegue produzir uma sensualidade com formas volumosas e robustas.

English promove agora a sua colecção realizando sessões fotográficas no estúdio Royal Park e aliando-se ao mercado da rua Dover, onde se encontra a sua colecção para venda. Considera esta a loja ideal e a que mais se encaixa no seu perfil, com os clientes que mais se identificam com as suas peças, e o seu estilo.

Phoebe afirma: “The shapes came from the motion of walking as I had quite a long walk to get there; it was that repetitive treading, almost marching movement that gave the pieces its heavy, slightly utilitarian feel and boxy shapes.”

A escola do tecido Calico, tecido grosseiro de algodão fabricado na Índia, veio da necessidade de trabalhar com algo cru. Este tecido não tem conotações preciosas, pelo que procurou utilizar esse factor e reinventar este material em precioso, numa noção de tempo empregue neste. Este tecido tem um processo que requer muito trabalho manual, desde o processo de tingimento e branqueamento, sendo a maior parte da colecção elaborada no atelier da designer, e outras partes feitas por outras casas de fabrico artesanal. “ (…) I think there’s something nice about buying work that has some kind of physical affiliation and contact with its maker!” – Phoebe English.

Na sua sessão fotográfica “brinca” com o caos e controlo para retratar o dinamismo de onde se inspirou; a colecção constrói-se e desconstrói-se em partes, existindo similarmente partes em que se debateu com o pó, e outras severamente serenas. Realça o facto de os seus designs se afastarem da realidade Fast-food de hoje, feito em série e sem alma, preferindo dar o seu toque às suas criações. “My work is never going to be fast fashion, but the air changes all the time and my work needs to reflect that.” – English.

Podem consultar e saber mais no site deste novo e promissor talento.

Phoebe English Spring – Summer 2012 Collection from Phoebe English on Vimeo.



Também poderás gostar


Pin It on Pinterest

Share This