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PISTA no Regabofe + Entrevista

Os ritmos dançáveis e tropicais assentam que nem uma luva a esta banda. Um concerto cheio de pujança, coordenação dos vários membros e um convidado especial: Alex D'Alva Teixeira.

Antes do concerto dos PISTA no Regabofe da Sagres, no espaço Anjos 70 estivemos à conversa com a banda sobre o novo disco “Ocreza”.

Como é que correu o processo criativo deste disco?

O processo foi diferente em todos os sentidos. O primeiro disco foi feito em take direto (“modo live“). Este já foi feito por partes, com baixo, colocámos umas coisinhas a mais aqui e ali. O novo torna-se assim mais cru, mais cheio, mais certinho e polido.

A gravação deste álbum já não foi no Alentejo?

Foi em Arroios, onde é mais chato para estacionar (risos).

Tendo em conta o novo álbum “Ocreza” foi escolhido um afluente do rio Tejo. Devido ao ritmo presente no disco, podia ter sido escolhido um afluente de um rio em Luanda, por exemplo.

Sim. Ainda não tínhamos pensado nisso. Talvez fosse um rio demasiado grande. Será que existe um Ocreza em África? Pensamos que o sentido está ai. Um afluente é o culminar de muita coisa, muita informação e que podia seguir muitos outros caminhos.

A banda PISTA tem seguido um percurso com muito pouca voz e muito instrumental. Inspiraram-se em algumas bandas? É mais fácil ter pouca voz e mais instrumental?

Não somos grandes cantores, por isso a voz aparece a espaços. Este novo álbum tem mais voz e mais palavras. As coisas acabam por surgir de uma forma natural porque as melodias criadas cantam um pouco. A maior parte das guitarras já são muito vocais e cantantes. Penso que quando fazemos música não pensamos este verso vai levar a esta quadra, etc. Fazemos a música e vemos se esta voz fica aqui bem. É assim que a nossa produção funciona.

Tem o exemplo dos PAUS que é mais cantado, as guitarras do Bruno Pernadas já cantam por ele próprio…

É um bocado isso. A questão dos PAUS, pensámos que existiam mais vozes, no entanto, a voz funciona como variante enquanto teclado. Pensámos seguir este caminho, mas depois cansámo-nos um pouco.

É preferível soltar umas quantas vozes de vez em quando.

Podem ser apenas palavras-chave.

No próximo dia 22 de Novembro de 2019 vão ter o primeiro concerto fora de portas, em Sevilha. O público espanhol é totalmente diferente deste.

Sim. Desconhecemo-nos uns aos outros. Vamos fazer amigos em Espanha e dar a conhecer o nosso espectáculo. Musicalmente vai haver um bom casamento entre Portugal e Espanha.

Dificuldades vão ter durante o concerto por causa da conversa constante.

Pensamos que coisa vai ajudar a outra porque também não temos muita voz. O público espanhol é muito efusivo.

Enquanto banda portuguesa lançaram o álbum na altura certa. Em 2019 houve um crescimento do hip-hop e dos ritmos mais dançáveis. Foi programada esta edição do disco?

Após o lançamento do primeiro disco ficámos um pouco parados porque estivemos 2 anos a tocar ao vivo apenas, com a composição de algumas coisas. Iniciámos o processo deste disco em 2018, mas a produção atrasou-se porque queríamos fazer o disco em vinil, mas, no fim, correu tudo bem.

O que esperam do concerto de hoje?

Hoje vai ser sempre a abrir. Vamos fazer a nossa pista.

 

Em relação ao concerto dos PISTA, foi um autêntico regabofe. Os ritmos dançáveis e tropicais assentam que nem uma luva a esta banda. Um concerto cheio de pujança, coordenação dos vários membros e um convidado especial: Alex D’Alva Teixeira.

Este foi o factor diferenciador do concerto desta noite. Nota-se que, os PISTA ao vivo ganham uma nova vida com um agitador de massas presente na sala. A banda começou da melhor maneira com «Queráute», passou por «Campipraia», «Bamboleio» e «A Tal Tropical», entre outros.

Um bom concerto, com o agitador D’Alva e que ao vivo, os PISTA são uma banda diferenciada e que permite fazer dançar os ritmos mais tropicais do nosso globo.

 



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