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Poken

Os cartões de visita tornam-se cool.

A troca de contactos é um momento crucial em qualquer relação. Seja trocar cartões numa reunião de trabalho ou trocar de e-mails para o MSN numa conversa de café, trocar contactos é um acto básico que é comum às relações pessoais. No entanto, com a complexificação dos canais de contacto para cada tipo de relação – desde Facebook e e-mail para amigos pessoais para e-mail de trabalho e LinkedIn para clientes e colegas de trabalho – o facto é que ninguém se deu ao trabalho de pensar numa solução prática para conseguirmos passar os contactos todos ao mesmo tempo. Os cartões físicos não são actualizáveis de forma simples e os envios via e-mail podem estragar uma oportunidade táctica durante o encontro. Logo, seria de prever que surgisse um serviço que solucionasse digitalmente esta questão – o Poken.

Criado em 2007 mas começando a ter a sua verdadeira expansão em 2009, o Poken é uma tecnologia que utiliza um sistema de NFC (Near Field Communication) para trocar cartões-de-visita entre dois utilizadores. Este sistema permite a troca de informação entre dois objectos utilizando apenas a proximidade. Esta informação, no caso do Poken, são cartões de visita que podem conter toda a informação que um utilizador quiser – nome, morada, telefone, blog, etc… – e ainda os acessos às redes sociais do utilizador, podendo dar um acesso directo ao Facebook, Twitter, LinkedIn, entre mais de 40 redes sociais disponíveis.

Até aqui o projecto é interessante, mas ainda nem viram um dos aspectos com mais impacto deste serviço – o formato físico em que assenta – uma espécie de porta-chaves com uma mão gigante.

O Poken vem em dois tipos de formato físico – o Poken Spark e o Poken Pulse. O primeiro vem nas mais variadas cores e padrões, normalmente imitando um boneco, podendo cada utilizador escolher a persona que lhe é mais adequada – do ninja ao wrestler, passando pelo Obama Poken. Este serve apenas para alojar os dados de contacto do utilizador. Estes bonecos, sendo visualmente interessantes, receberam críticas por parecerem pouco profissionais, sendo uma alternativa pouco provável para trocar contactos de negócio. Nasceu assim o Poken Pulse, que é a versão profissional e sóbria do Spark. Com uma estrutura mais tradicional de Pen Drive, mas mantendo a mãozinha característica, o Pulse é VCard mas também é uma pen de 2GB. Pode ter vários padrões, mais ou menos sóbrios de acordo com a pessoa.

O Poken funciona de forma simples – basta aceder ao Poken Hub e criar uma conta. Somos convidados a criar o nosso primeiro cartão adicionando  a nossa informação, fotografia e redes sociais. Depois entra o Sales pitch – se está criado o cartão, então só falta comprar o Poken físico. O Poken Spark custa cerca de 15 dólares e o Pulse 35 dólares – isto nos países que permitem a compra isolada de Sparks. No site oficial só é permitida a compra mínima de 12 Sparks de cada vez por 239 dólares. Não parecendo uma ideia muito inteligente, eles na realidade estão a tentar massificar a presença destes aparelhos, obrigando os consumidores a comprarem em grupos e a espalharem os aparelhos pelos seus amigos. Os preços portugueses ainda não estão disponíveis pois a própria marca só agora se está a lançar em território nacional.

Na versão teste que nos foi disponibilizada do Poken Spark e Pulse, podemos dizer que funciona bem. Rapidamente criámos uma conta no Hub, mudámos e criámos cartões à nossa vontade, sincronizámos com o Poken Spark e Pulse e trocámos cartões de visita. É um mimo ver no Hub uma zona com o Google Maps onde podemos ver onde estão os nossos contactos de acordo com as moradas indicadas nos seus VCards. São práticos, fáceis de carregar e um gadget que, com os vários visuais e estilos diferentes, ficam bem para impressionar como porta-chaves.

O Poken, apesar de novidade em Portugal, já é utilizado em mais de 40 países como a África do Sul, Holanda, Japão e Estados Unidos da América. Aliás, empresas como a BMW e a IBM já utilizam Pokens nas suas reuniões e conferências como forma de facilitar o networking entre os vários participantes. Isso é uma das componentes muito interessantes deste serviço – os Pokens podem ser customizados graficamente a uma empresa ou evento, com impressão de nome ou logótipo, e serem oferecidos durante uma reunião ou conferência para troca de contactos. Podem inclusivamente levar de origem um número de contactos pré-carregados, como os oradores de uma conferência, links dos blogs da mesma para acesso às apresentações, ou os contactos mais importantes da empresa que deu os Pokens. Imaginem apresentar um pitch a um cliente e dar-lhe um Poken Pulse no fim, com os contactos da empresa e a apresentação da proposta? Isto torna o Poken ainda mais interessante num contexto profissional.

O Poken, enquanto serviço, é muito interessante. Falta-lhe, como é lógico, a massa crítica para ainda ser verdadeiramente útil. Com a devida estratégia de comunicação e subsequente estratégia comercial, poderá vir a ser um sucesso entre o público português. O que os Poken Spark têm de interessante ao nível gráfico com os bonecos e padrões originais, os Poken Pulse têm ao nível de utilidade com os seus 2GB de espaço. Nós vimos, gostámos, ficámos e acabámos por procurar novos Sparks para ter para outras ocasiões diferentes. Fica a pergunta – quanto tempo até termos várias pessoas com Poken em Portugal para podermos trocar cartões?



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