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Portugal Fashion ABSTRART #2

O terceiro dia da 33ª edição de Portugal Fashion arrancou com o espaço Bloom a dar a conhecer os projectos dos alunos das escolas de moda: Árvore e Modatex.

Na passerelle advieram as colecções de Daniela Barros e Estelita Mendonça. Através de ATHA” Daniela Barros apresenta uma reflexão entre consciente e inconsciente onde o preto faz revés com o branco. As formas rígidas, de estrutura geométrica são balançadas por sedas e malhas onde se notam pequenos apontamentos de cinza e azul.

Estelita Mendonça procura descodificar o marco “Identidade” através da interacção entre indivíduos. O contraste entre preto e branco e as formas geometrizadas volta a fazer parte do imaginário onde caras completamente tapadas por uma máscara “cirúrgica” inflamam a vontade de desvendar o indivíduo.

Susana Bettencourt apresenta a sua quinta colecção através de contrastes antagónicos que aliam a linha recta à construção de novos padrões. Os tons dominantes transportam para uma atmosfera marítima. Entre roxos, azuis e pêssego desfilam malhas texturadas e estampados criando ilusão óptica.

Com forte aposta em padrões que dão um novo vigor ao camuflado, e os índigo espelhados, Hugo Costa aposta em formas de volumetria geométricas “inspiradas no streetbasketball e no seu lifestyle”. Aliadas à largueza dos tecidos encontramos o uso de mochilas oversize em cabedal de forma rectangular.

Diogo Miranda desvenda “Oscar” uma colecção de forte aposta geométrica, principalmente o círculo, cortes bem definidos, com peças “baggy” que brindam à suavidade feminina. Brancos, rosas envelhecidos, beges, champagne, amarelo e verde àgua marcam forte presença em tecidos termocolados, que através da exploração da volumetria dos ombros dão origem a cinturas altamente delineadas, lembrando uma ampulheta.

 

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Luís Buchinho trabalha as linhas assimétricas numa colecção versátil e pragmática com forte influência do vestuário masculino. Mantendo-se fiel às cores predominantes, azuis e verdes apresenta um novo twist aliando o laranja de forma a destacar entre as formas orgânicas o grafismo estruturado.

A completar 25 anos de carreira Miguel Vieira propõe uma colecção de exímio corte, com forte aposta nos padrões circulares, jogando entre silhuetas esguias e clássicas. A paleta de pastéis luminosos faz alto contraste com os tons neutros: preto e branco, numa simbiose que alia descontracção com rigidez numa simplicidade actual.

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Fátima Lopes deposita nas nuances de branco a ideia de feminilidade da mulher. Apoiada na pureza divina mitológica cria através de sedas, rendas e malhas finas uma colecção leve, de linhas soltas e frescas, que desvenda tenuemente o corpo feminino. Aliando-se a detalhes dourados destaca o poder, beleza e suavidade da mulher. Uma viagem no tempo entre passado e futuro que se define acima de tudo contemporânea de estilo gráfico divergente entre volumes e drapeados. Os originais acessórios em forma de raio que as modelos envergam nos pés não poderiam passar despercebidos e causam forte burburinho por entre os presentes.

Também pelo espaço Bloom marcaram presença as propostas dos alunos da ESAD, EMP, Teresa Abrunhosa, Carla Pontes e Klar.

 

Podemos concluir que  estamos frente a uma geometrização e um neo-renascimento da moda.

Fotografia por Pedro Castro



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