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Press Pause Play

A tecnologia será de facto a maior bênção dos últimos tempos? Dia 8 de Dezembro a RDB apresenta, no Teatro do Bairro às 17:00, uma sessão especial com projecção do filme e debate sobre as artes digitais. Entrada livre!

Press Pause Play aventura-se na exploração de algo que tem atormentado artistas, consumidores, produtores e promotores de arte: como pode a arte sobreviver num mundo de supremacia tecnológica?

Num documentário filmado com uma precisão estética extraordinária e que recorre a uma banda sonora original que encaixa na perfeição, David Dworsky e Victor Kohler ousaram questionar se a tecnologia será um atentado à arte, ou apenas compactua com o nascimento de novas tendências numa arte outrora inventada.

Através de palavras de artistas de longa data, artistas de fama recente, produtores de música, organizadores de festivais, produtores de cinema, escritores, e artistas self-made, os realizadores viajam entre a dicotomia e a relativa ambiguidade de definir a arte numa sociedade cultural em que a tecnologia é cada vez mais quem faz acontecer.

Através de premissas provocatórias, que já frequentes vezes nos repetiram até nos convencermos, sem qualquer esforço de análise, que teriam sentido, o espectador vai viajando pelo que foi a luta de ser artista até à facilidade facebookiana ou twitteriana de se tornar conhecido.

A tecnologia será de facto a maior bênção dos últimos tempos?

Em última análise, a tecnologia veio antes do artista, e só por ele é aproveitada e modificada.

No entanto, onde fica o talento numa era em que qualquer adolescente num acto de auto-comiseração, ou num momento de sede de atenção, decide por si só compor, editar, promover e lançar para o mercado a sua música?

E onde deixamos a indústria musical e cinematográfica, se as maravilhas da tecnologia abriram portas para a arte gratuita?

Continuarão os artistas a valer por si, o talento a falar por si, num panorama aberto a todas as possibilidades? Quem decide, em última análise, o valor, a competência, a qualidade de um produto se o mercado ignora promotores ou barreiras de censura?

Será a facilidade de chegar a um público e pôr o talento à prova uma vantagem, ou levar-nos-á ao extremo de sermos incapazes de distinguir a competência do puro lixo?

Talvez caminhemos para a desvalorização dos artistas artesanais, talvez aqueles que pegam num instrumento puro e, sem qualquer distorção dele, fazem arte, estejam a ser empurrados para o esquecimento e rotulados de ultrapassados por sons tecnológicos que qualquer Mac consegue produzir.

A tecnologia está ao serviço dos artistas, ou serão as pessoas comuns oportunistas a disfarçarem a sua falta de talento com o domínio da tecnologia?

Talvez seja tudo fruto do local certo à hora certa.

Talvez seja tudo movido pela criação de oportunidades.

Talvez tenhamos silenciado durante décadas verdadeiros artistas a quem faltou o dinamismo e a convicção para vingarem num mercado exigente. Ou talvez para alguns de nós ainda seja fundamental ver aquele filme no cinema, esperar ansiosamente pela estreia, comprar aquele CD no dia de lançamento e viajar pelas letras na capa.

Não podemos esconder a arte da evolução, nem marginalizá-la como se algo de intocável se tratasse.

Ainda que a veracidade e a vulnerabilidade percam na corrida e cedam face à perfeição digital.

No próximo dia 8 de Dezembro, pelas 17h00 no Teatro do Bairro, em Lisboa, haverá uma exibição pública de Press Pause Play, seguida de um debate onde estas e outras questões serão abordadas. A entrada é livre e estão todos convidados. O evento conta ainda com uma intervenção de ilustração digital por Osvaldo Medina (WHO).

Moderador:
João Peres Alves (Associate Partner & Co-Founder da AYR – Trends, Consulting & Innovation; Presidente do Santos Design District).

João Peres Alves tem formação em Engenharia Electrotécnica e Matemáticas Aplicadas e é responsável por diversos projectos de inovação, tecnologia e comunicação, com ligação às artes visuais, como o projecto e criação da Rede Nacional de Cinema Digital para o então ICAM (Instituto de Cinema, Ministério da Cultura) em 2004/2005. É igualmente Orador e Professor convidado em Conferências e Universidades / Institutos Politécnicos em Portugal, Espanha, França e Holanda.

Oradores:
Gabriel Augusto (Responsável de Marca e Produto da FLAG)
Diogo Pessoa de Andrade (Artista Digital – Computer Arts)
Luís Dourado (Artes Visuais, Ilustração e Comunicação – WHO)

Apoio: FLAG



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